O nome sensação da Fórmula 1 em 2026 é o jovem italiano Andrea Kimi Antonelli. O piloto lidera o campeonato mundial de pilotos e é peça fundamental na liderança da Mercedes na tabela de construtores. Entretanto, uma punição surge no horizonte, algo que nem mesmo a equipe deve evitar e já começa até mesmo em pensar na forma de lidar com a situação.
A equipe alemã já trabalha com a possibilidade de Kimi Antonelli e George Russell sofrerem punições por troca de componentes da unidade de potência na sequência da temporada 2026 da Fórmula 1. O chefe da equipe, Toto Wolff, admitiu que o time avalia o momento mais estratégico para cumprir eventuais penalizações no grid.
Entre as opções analisadas está o Grande Prêmio da Itália, em Monza. Apesar de representar uma largada no fim do pelotão para Antonelli diante da torcida de casa, Wolff acredita que essa pode ser a melhor alternativa, já que o circuito oferece boas oportunidades de recuperação durante a corrida e pode aliviar a pressão sobre o líder do campeonato.
Situação envolvendo Kimi Antonelli chama ainda mais atenção
A situação de Antonelli é delicada porque a Mercedes já instalou um quarto motor de combustão interna em seu W17 durante o GP da Bélgica, após identificar um possível problema na unidade utilizada anteriormente. O italiano também passou a utilizar o quarto escapamento permitido pelo regulamento, ficando no limite estabelecido pela FIA para esses componentes.
Caso seja necessário instalar um quinto motor ou um quinto escapamento, Antonelli será automaticamente punido com dez posições no grid. Se ambos os componentes forem substituídos ao mesmo tempo, a penalização sobe para 20 posições.
Além disso, o carro do italiano já recebeu um segundo MGU-K e um quinto componente auxiliar da unidade de potência, aproximando-se do limite regulamentar.
George Russell também enfrenta um cenário semelhante. No GP da Hungria, a Mercedes precisou trocar sua quarta unidade de potência após detectar uma perda de pressão no sistema de arrefecimento durante a classificação. Com isso, o britânico também está muito próximo de ultrapassar o número máximo de componentes permitidos para a temporada.
Após o problema em Budapeste, Russell afirmou que prefere manter o foco na sequência do campeonato em vez de se preocupar com os contratempos mecânicos, destacando que o importante é seguir competitivo nas próximas corridas.
Segundo Wolff, a equipe ainda espera evitar punições, mas reconhece que, com 12 etapas restantes no calendário, será difícil completar a temporada sem novas trocas de componentes. Por isso, a Mercedes já estuda em quais circuitos uma eventual perda de posições teria menor impacto esportivo.
O dirigente destacou que Monza reúne características favoráveis para esse tipo de estratégia. Além de permitir ultrapassagens com relativa facilidade graças às longas retas e às zonas de DRS, o circuito italiano pode oferecer uma oportunidade para Antonelli cumprir a punição sem carregar a pressão de disputar posições de destaque diante dos torcedores locais.
Os problemas de confiabilidade das unidades de potência da Mercedes também têm afetado outras equipes que utilizam seus motores. A McLaren, por exemplo, já precisou substituir componentes no carro de Lando Norris, que recebeu punição no grid e teve sua corrida comprometida após largar muito atrás do previsto.
Mesmo diante desse cenário, Antonelli segue na liderança do Mundial de Pilotos, mantendo uma vantagem de 50 pontos sobre Lewis Hamilton, enquanto George Russell aparece logo atrás, ainda na disputa pelas primeiras posições do campeonato.