O Governo federal adiou a retirada do subsídio de R$ 0,44 por litro da gasolina, medida que poderia alterar o preço do combustível nos postos. A decisão ocorreu após a alta do petróleo no mercado internacional. As tensões entre Estados Unidos e Irã aumentaram a preocupação com novos impactos nos valores dos combustíveis.
Mesmo com a suspensão temporária do fim do incentivo, o Ministério da Fazenda mantém estudos para mudanças na composição da gasolina brasileira. Uma das medidas avaliadas é elevar a mistura de etanol de 30% para 32%. A alteração pode ser anunciada nos próximos dias, caso as análises técnicas sejam concluídas.
Governo acompanha cenário internacional antes de retirar benefício
A proposta do chamado E32 estava entre os temas analisados pelo Conselho Nacional de Política Energética. A reunião do órgão foi interrompida para acompanhar os efeitos da crise geopolítica. Segundo o ministro Dario Durigan, a discussão sobre o aumento da mistura segue separada da decisão sobre o subsídio.
O ministro afirmou que a equipe econômica precisa observar o cenário antes de retirar o benefício aplicado à gasolina. O preço do barril de petróleo chegou próximo dos US$ 80 recentemente. Com isso, a Fazenda decidiu reavaliar o momento adequado para reduzir ou encerrar o incentivo.
Petróleo altera planos para o preço dos combustíveis
A previsão inicial era anunciar nesta semana a retirada da subvenção, mas a mudança no mercado internacional alterou os planos. Durigan explicou que a alta do petróleo modificou os cálculos feitos anteriormente. A retirada do subsídio poderá ocorrer de forma parcial ou completa em uma próxima etapa.
Além da análise sobre o incentivo, o Governo acompanha os reflexos da possível nova mistura de etanol no combustível vendido aos consumidores. A medida busca ampliar a participação do biocombustível na gasolina nacional. A decisão final dependerá das avaliações técnicas realizadas nos próximos dias e do comportamento dos preços internacionais.