Os consumidores da Califórnia, nos Estados Unidos, passaram a encontrar mudanças na identificação de alimentos vendidos em supermercados. Uma nova legislação estadual modificou as regras de rotulagem dos produtos. A medida entrou em vigor neste mês e já começou a ser aplicada pelos fabricantes.
A principal alteração envolve a retirada da expressão “sell by” das embalagens de grande parte dos alimentos comercializados. A exceção vale para ovos e fórmulas infantis, que continuam seguindo regras específicas. A iniciativa busca tornar as informações mais claras para consumidores e comerciantes.
Objetivo é reduzir dúvidas sobre os produtos
Antes da nova norma, diferentes expressões eram utilizadas para indicar prazos relacionados aos alimentos. Essa variedade gerava dúvidas sobre o significado de cada informação impressa nas embalagens. Muitos consumidores interpretavam as datas de maneira equivocada.
A expressão “sell by” era destinada principalmente aos estabelecimentos comerciais. Ela servia como referência para a organização do estoque e da reposição dos produtos nas prateleiras. Apesar disso, muitos consumidores acreditavam que a data indicava o prazo final para consumo.
Com a legislação aprovada em 2024, os fabricantes passaram a seguir critérios mais padronizados para informar qualidade e segurança dos alimentos. O objetivo é facilitar a compreensão das informações presentes nas embalagens. Dessa forma, espera-se reduzir erros de interpretação no momento da compra.
Produtos antigos ainda poderão ser vendidos
A nova regra prevê um período de transição para adaptação do mercado. Os alimentos produzidos antes da entrada em vigor da legislação poderão continuar sendo comercializados com a rotulagem anterior. Já os itens fabricados posteriormente deverão atender às novas exigências.
A expectativa das autoridades é que a padronização contribua para diminuir o desperdício de alimentos. Muitas pessoas descartavam produtos em boas condições por interpretarem incorretamente as informações dos rótulos. Com uma comunicação mais objetiva, a tendência é que os consumidores façam escolhas mais conscientes.