A Havan completa 40 anos nesta sexta-feira (26) com um novo passo em seus planos de expansão. Após consolidar sua presença no Brasil, a rede fundada por Luciano Hang prepara a entrada no mercado internacional e escolheu o Paraguai como porta de entrada para a América Latina. O empresário viajará ao país na próxima segunda-feira (29), acompanhado de executivos da companhia, para cumprir uma agenda que inclui reunião com o presidente Santiago Peña.
Criada em 1986 como uma pequena loja de tecidos de apenas 45 metros quadrados em Brusque, em Santa Catarina, a Havan se transformou em uma das maiores redes varejistas do país. Atualmente, a empresa possui mais de 190 megalojas distribuídas por 23 estados e o Distrito Federal. Em 2025, registrou faturamento recorde de R$ 18,5 bilhões, alta superior a 16% em relação ao ano anterior. Para 2026, a meta é alcançar 200 unidades em todos os estados brasileiros, reunir 25 mil colaboradores e atingir R$ 22 bilhões em receita.
A escolha do Paraguai acompanha um movimento crescente de empresas brasileiras que buscam aproveitar as vantagens oferecidas pelo país. Segundo dados do setor, mais de 230 companhias de origem brasileira já mantêm operações em território paraguaio, atraídas principalmente pela Lei de Maquila. O regime permite que indústrias produzam com uma carga tributária em torno de 12%, percentual significativamente inferior ao do Brasil.
Havan expande negócios e quer chegar ao Paraguai
Além disso, empresas instaladas no Paraguai relatam redução de até 40% nos custos operacionais, fator que pode aumentar a competitividade dos produtos vendidos no mercado brasileiro. O ambiente regulatório mais simples, aliado à estabilidade econômica, também tem impulsionado investimentos estrangeiros e fortalecido a imagem do país como um dos principais destinos para expansão de negócios na América do Sul.
Conhecido durante décadas pelo turismo de compras na fronteira, o Paraguai passou a ser visto sob uma nova perspectiva por empresários e investidores. A combinação de tributos menores, custos reduzidos e ambiente favorável aos negócios fez o país ganhar o apelido de “Suíça da América do Sul”.