A Polícia Rodoviária Federal (PRF) tem utilizado drones para reforçar a fiscalização nas rodovias federais desde 2023. A tecnologia permite identificar diversas infrações de trânsito mesmo sem a presença física de policiais no local. Em algumas situações, as autuações podem resultar em multas superiores a R$ 800.
Os equipamentos funcionam como uma ferramenta de monitoramento aéreo capaz de ampliar o campo de visão das equipes de fiscalização. As imagens captadas servem para registrar irregularidades e embasar futuras autuações. O uso da tecnologia segue regras específicas previstas na legislação brasileira.
Como funciona a fiscalização por drones
Segundo a PRF, os drones utilizados nas operações possuem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Além disso, os agentes responsáveis pela operação recebem treinamento e certificação para conduzir os equipamentos. O objetivo é garantir segurança e conformidade durante as ações de fiscalização.
Quando uma infração é identificada, o motorista nem sempre é parado imediatamente. Em muitos casos, as imagens são utilizadas para lavrar a autuação posteriormente por meio do videomonitoramento. Dependendo da situação, uma equipe em solo também pode ser acionada para realizar a abordagem mais adiante.
A tecnologia já é empregada em diferentes estados brasileiros, especialmente em trechos de grande movimentação ou em locais onde a presença de viaturas poderia prejudicar o fluxo do trânsito. Curvas, rodovias congestionadas e pontos de difícil fiscalização estão entre as áreas monitoradas.
Infrações flagradas podem resultar em multa elevada
Entre as irregularidades mais frequentemente registradas pelos drones está o uso indevido do acostamento para circulação ou ultrapassagem. Essa conduta é considerada infração gravíssima pelo Código de Trânsito Brasileiro. A penalidade prevista é de R$ 880,41, além da inclusão de sete pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
As aeronaves também conseguem identificar motoristas utilizando telefone celular ao volante, ocupantes sem cinto de segurança e caminhões trafegando irregularmente pela faixa da esquerda. Alguns equipamentos contam ainda com câmeras térmicas capazes de detectar superaquecimento nos freios de veículos de carga, permitindo ações preventivas.