A Torre de Jeddah, projetada para ultrapassar 1.000 metros, está próxima de se tornar a mais alta do planeta. O investimento total de US$ 20 bilhões, equivalente a cerca de R$ 108 bilhões, financia o ambicioso projeto Kingdom City.
O projeto adotará um tripé maciço, reduzindo a área exposta ao vento e aumentando a estabilidade. A base se alarga progressivamente, distribuindo o peso sobre uma área maior sem necessidade de paredes subterrâneas.
Desafios físicos da altitude extrema: altura
Acima da camada limite atmosférica, a torre alcançará altitudes onde o vento se torna mais constante e previsível. Essa característica diminui as forças tempestivas que atingem o topo, favorecendo a integridade estrutural do edifício.
O formato de tripé gigantesco reduz drasticamente a superfície exposta ao vento, evitando oscilações indesejadas. Além disso, a base alargada distribui as toneladas de peso sobre uma área ampliada, reforçando a estabilidade sem paredes subterrâneas.
Impacto ambiental e custo da megaobra
A Torre de Jeddah faz parte da Kingdom City, um distrito cujo investimento total pode chegar a US$ 2,7 bilhões. O orçamento final pode oscilar entre US$ 1,2 e US$ 2,7 bilhões, indicando grande complexidade. A produção de cimento requerida gera pegada de carbono.
Pois o setor liberou 2,4 bilhões de toneladas de CO₂ em 2023. Essas emissões representam cerca de 6% das emissões globais de CO₂, ultrapassando a produção total da aviação internacional.
Desenvolvimento econômico e urbano ao redor da torre
A Kingdom City deverá gerar milhares de empregos diretos durante a fase de construção, impulsionando o mercado de trabalho local. Além disso, a presença do arranha-céu atrairá investimentos estrangeiros, reforçando a posição da Arábia Saudita como hub de inovação.
Projetos residenciais e comerciais ao redor da torre visam criar ecossistema urbano integrado, incluindo escolas, hospitais e centros de pesquisa. Essas iniciativas podem atrair até 500 mil visitantes anualmente, segundo previsões da agência de turismo da região.
Tecnologia e sustentabilidade incorporadas
A fachada da torre incorporará painéis solares avançados, projetados para gerar energia suficiente a alimentar parte dos sistemas internos. Esses módulos visam reduzir a dependência da rede elétrica, contribuindo para um consumo mais consciente de recursos.
Além dos painéis, o edifício terá sistemas de reciclagem de água de condensação, reutilizando-a para irrigar áreas verdes. Essas medidas pretendem diminuir a pegada hídrica da construção, alinhando o projeto à agenda global de sustentabilidade.
A inauguração oficial está marcada para agosto de 2028, quando o público poderá visitar o edifício. A altura final permanece em sigilo, sendo revelada apenas durante a cerimônia de abertura.