Uma grande notícia agitou os bastidores da Fórmula 1 nesta quinta-feira (20), Max Verstappen renovou contrato com a Red Bull e será piloto da equipe austríaca até 2030, acabando com uma novela envolvendo seu futuro.
Falando sobre o tema, o novo contrato de Max Verstappen com a Red Bull possui cláusulas que não foram divulgadas publicamente. A informação foi revelada por Jos Verstappen, pai do tetracampeão mundial.
Verstappen assinou uma extensão contratual que o mantém na Red Bull pelo menos até o fim da temporada de 2030. Antes do anúncio, porém, havia forte especulação sobre uma possível saída do holandês para uma equipe rival, especialmente por causa de uma suposta cláusula relacionada ao desempenho do carro.
Apesar dos rumores, Max decidiu continuar apostando no projeto da Red Bull. Jos, entretanto, confirmou que existem acordos específicos no novo contrato relacionados ao desempenho da equipe. Os detalhes dessas cláusulas permanecem em sigilo e são conhecidos apenas pelas partes envolvidas.
Segundo o pai do piloto, existe confiança de que a Red Bull conseguirá voltar a produzir um carro capaz de disputar vitórias. Ao mesmo tempo, ele reconheceu que ainda não há como garantir quando isso acontecerá e que a equipe terá de trabalhar para recuperar o desempenho apresentado em temporadas anteriores.
A renovação também encerra, pelo menos por enquanto, as especulações sobre uma transferência de Verstappen para outro time. Para Jos, a continuidade representa uma oportunidade de recuperar a estabilidade dentro da equipe enquanto todos trabalham para recolocar a Red Bull na disputa pelas primeiras posições do grid.
“Max quer um carro com o qual possa vencer”, afirmou Jos, destacando que essa confiança ainda existe. Para ele, o mais importante agora é permitir que o ambiente fique mais tranquilo e que a equipe concentre seus esforços na recuperação do desempenho.
Jos também elogiou o trabalho do empresário Raymond Vermeulen e de Oliver Mintzlaff, dirigente da Red Bull, durante as negociações. Na avaliação do pai do piloto, o principal fator para a renovação foi a existência de confiança mútua entre Verstappen e a equipe.
A permanência do tetracampeão até 2030, portanto, representa um compromisso de longo prazo, mas também mantém algumas condições contratuais em segredo. Enquanto isso, Max segue apostando que a Red Bull será capaz de voltar a lhe oferecer um carro competitivo para lutar pelas vitórias.
Tsunoda revela surpresa com chamado para correr na F1
Yuki Tsunoda contou que estava aproveitando alguns dias na Grécia quando recebeu uma ligação inesperada que mudou completamente seus planos. O piloto japonês estava na praia quando foi informado de que poderia ser chamado para disputar o Grande Prêmio da Holanda de Fórmula 1.
A notícia chegou na terça-feira, após uma mudança na formação das equipes da Red Bull. Com Isack Hadjar lesionado e fora da etapa de Zandvoort, a Red Bull decidiu promover Liam Lawson para ocupar sua vaga na equipe principal. A movimentação abriu espaço para Tsunoda retornar à Racing Bulls.
O GP da Holanda marcará, portanto, a volta de Tsunoda às pistas desde o Grande Prêmio de Abu Dhabi da temporada passada. O piloto revelou que estava acompanhado de seu empresário e de amigos quando recebeu a ligação que interrompeu seu período de descanso.
🚨 OFICIAL: YUKI TSUNODA IRÁ CORRER NO GP DA HOLANDA 🚨
— Blog Fórmula 1 (@blog_formula1) August 19, 2026
ELE ESTÁ DE VOLTA! Com Liam Lawson ocupando o lugar de Isack Hadjar na Red Bull neste fim de semana, Yuki Tsunoda será o responsável por ocupar a vaga de Liam na Racing Bulls.
Ele fará dupla com Arvid Linblad. pic.twitter.com/iBhywoJOCm
Tsunoda explicou que havia chegado à Grécia havia apenas 24 horas quando foi avisado de que precisava viajar para o Reino Unido. Inicialmente surpreso, ele descobriu que poderia precisar competir já naquele fim de semana.
Apesar do período afastado das corridas, o japonês garante que não deixou de se preparar. Desde que deixou de ter um contrato em tempo integral com a Red Bull, no fim de 2025, ele passou a exercer funções de piloto de desenvolvimento e manteve uma rotina constante de treinamentos.
Segundo Tsunoda, a preparação física e mental foi mantida praticamente todos os dias. Ele também participou de quatro testes com carros anteriores e realizou atividades em cerca de cinco circuitos, o que ajudou a manter seu ritmo de pilotagem.
O maior desafio será recuperar rapidamente a adaptação aos procedimentos de corrida e ao carro que utilizará em Zandvoort. Com apenas um treino livre disponível antes da classificação, Tsunoda reconhece que terá pouco tempo para se preparar.
Por isso, o piloto prefere não estabelecer grandes expectativas para o retorno. A intenção é aproveitar a oportunidade, se divertir e voltar a fazer aquilo que desejava há bastante tempo: competir novamente na Fórmula 1.