Na Fórmula 1, o número escolhido por um piloto vai muito além de uma simples identificação no carro. Ele passa a fazer parte de sua identidade dentro da categoria, estampando capacetes, produtos oficiais e marcando sua trajetória no esporte.
Quando Andrea Kimi Antonelli foi confirmado pela Mercedes como substituto de Lewis Hamilton, teve a oportunidade de selecionar um número permanente para a carreira e não hesitou ao optar pelo 12.
A escolha tem um significado especial. O número ficou eternizado por Ayrton Senna durante sua primeira conquista mundial com a McLaren, em 1988, tornando-se um dos símbolos mais emblemáticos da história da Fórmula 1. Para Antonelli, a decisão foi uma forma de homenagear o maior ídolo de sua carreira.
Em entrevista ao podcast Significant Figures, o jovem italiano explicou que, apesar de ter nascido em 2006, doze anos após a morte de Senna, sempre cresceu cercado pela história do tricampeão brasileiro. Filho de Marco Antonelli, ex-piloto e chefe de equipe, Kimi passou boa parte da infância assistindo às corridas do brasileiro e desenvolvendo admiração por sua trajetória.
Segundo o piloto da Mercedes, o número 12 foi escolhido justamente por representar Senna, que conquistou seu primeiro título mundial utilizando essa numeração. Para Antonelli, o brasileiro continua sendo uma grande inspiração dentro e fora das pistas.
Número 12 faz parte da vida de Antonelli muito antes da Fórmula 1
A ligação com o número, porém, vai além da homenagem ao tricampeão. O italiano revelou que também utilizou o 12 em seu primeiro campeonato de monopostos nas categorias de base, tornando-o uma espécie de marca pessoal ao longo da carreira.
Durante sua passagem pela Fórmula 2, Antonelli precisou abrir mão da numeração devido às regras da categoria, que determinam os números conforme a classificação das equipes no campeonato anterior. Assim que recebeu a confirmação de sua promoção à Fórmula 1, fez questão de recuperar o número que considera especial.
O piloto afirmou que não teve dúvidas na hora de colocá-lo novamente em seu carro da Mercedes, reforçando a importância simbólica da escolha.
Mesmo assumindo o desafio de substituir um heptacampeão mundial como Lewis Hamilton em uma das maiores equipes da Fórmula 1, Antonelli garante que o número 12 funciona como uma lembrança constante de suas origens e da inspiração deixada por Ayrton Senna.
O italiano também revelou que ainda sente uma emoção especial sempre que entra na garagem da Mercedes antes das atividades de pista.
Segundo ele, observar o carro preparado para a sessão, estampando o número 12, continua sendo um momento capaz de provocar arrepios, lembrando-o da responsabilidade e do privilégio de representar uma tradição tão importante na história da categoria.
Dessa forma, cada vez que o Mercedes número 12 entra na pista, Antonelli leva consigo não apenas sua própria identidade, mas também uma homenagem a um dos maiores pilotos de todos os tempos, conectando a nova geração da Fórmula 1 ao legado inesquecível de Ayrton Senna.