O futuro de Max Verstappen segue como um dos temas mais debatidos da temporada 2026 da Fórmula 1. Apesar de ter contrato com a Red Bull até o fim de 2028, o chefe da equipe, Laurent Mekies, admitiu que a situação ainda não está completamente definida, enquanto rumores sobre uma possível transferência para a McLaren continuam movimentando o mercado.
Segundo Mekies, é natural que o tetracampeão mundial desperte o interesse de outras equipes, assim como a Red Bull também receba contatos de pilotos de alto nível.
Mesmo com as especulações, a prioridade da escuderia é manter Verstappen para a temporada de 2027, formando dupla com Isack Hadjar, jovem piloto que vem se destacando com boas atuações ao longo do campeonato. Esse para Red Bull é a dupla ideal na próxima temporada.
Os rumores ganharam força após o Grande Prêmio da Bélgica, quando Verstappen evitou comentar sobre sua permanência na equipe. Paralelamente, surgiram especulações envolvendo uma possível troca com Oscar Piastri, da McLaren, hipótese prontamente negada pelo empresário do australiano, Mark Webber.
Outro nome ligado à Red Bull foi o de Oliver Bearman, piloto da Ferrari apontado como uma alternativa para o futuro. Embora Verstappen tenha vínculo válido até 2028, existe a possibilidade de uma cláusula contratual relacionada ao desempenho permitir sua saída caso determinadas condições sejam cumpridas após o GP da Hungria.
Diante desse cenário, a Red Bull concentra esforços para desenvolver um carro mais competitivo, entendendo que esse é o principal fator para convencer o holandês a permanecer na equipe.
Ao mesmo tempo, Isack Hadjar fortalece sua posição dentro da escuderia. O jovem piloto soma seis Grandes Prêmios consecutivos terminando entre os seis primeiros colocados e impressionou ao conquistar a sexta posição na Bélgica após largar do fim do grid.
Para Mekies, além de manter Verstappen, é fundamental preservar Hadjar como parte do projeto esportivo da Red Bull para as próximas temporadas.
Em entrevista, o dirigente reforçou que as especulações não interferem no trabalho da equipe. Segundo ele, o foco permanece no desenvolvimento do carro, objetivo considerado essencial para continuar contando com aquele que considera o melhor piloto do mundo.
Piloto da Racing Bulls, Liam Lawson pode estar ameaçado na equipe
A disputa por vagas no programa de pilotos da Red Bull promete ficar ainda mais acirrada para a temporada de 2027. Mesmo vivendo seu melhor momento na Fórmula 1, Liam Lawson ainda não tem permanência garantida diante da rápida evolução de Nikola Tsolov, líder da Fórmula 2 e um dos principais candidatos a subir para a categoria principal.
Lawson vem sendo um dos destaques da Racing Bulls em 2026. O neozelandês soma 39 pontos nas dez primeiras etapas do campeonato e tem desempenhado papel importante na briga da equipe pela quinta colocação no Mundial de Construtores. Apesar do bom desempenho, a ascensão de Tsolov aumenta a concorrência dentro da estrutura da Red Bull.
O piloto búlgaro lidera a classificação da Fórmula 2 com 27 pontos de vantagem sobre Gabriele Minì, consolidando sua candidatura a uma vaga na Fórmula 1.
O desempenho consistente alimenta especulações de que ele possa integrar a Racing Bulls no próximo ano, possivelmente formando dupla com Arvid Lindblad, outra promessa do programa de jovens pilotos da equipe.
Mesmo com os rumores, nenhuma definição foi tomada. O chefe da Racing Bulls, Alan Permane, afirmou que qualquer decisão sobre o futuro de Tsolov será analisada apenas ao longo da temporada, conforme a evolução dos pilotos. A intenção da Red Bull é avaliar todas as opções antes de confirmar sua formação para 2027.
O cenário cria uma disputa direta entre Lawson, Tsolov e Lindblad por apenas dois assentos na Racing Bulls. Enquanto Lawson busca manter a regularidade na Fórmula 1 para fortalecer sua posição, Tsolov segue acumulando resultados expressivos na Fórmula 2, aumentando a pressão sobre a equipe na escolha de sua futura dupla de pilotos.
Com três candidatos fortes para duas vagas, a Red Bull terá uma decisão importante nos próximos meses. A escolha da equipe poderá definir os rumos de seu programa de desenvolvimento e influenciar diretamente o futuro de alguns dos principais talentos da nova geração do automobilismo.