Atualmente a Fórmula 1 tem as suas grandes forças definidas: são elas Mercedes, Ferrari, McLaren e Red Bull. Mas, isso pode não ser algo fixo, já que tem um time no atual grid, que tem planos de ser uma das forças na maior categoria do automobilismo mundial.
A Cadillac encerrou a primeira parte de sua temporada de estreia na Fórmula 1 com sinais positivos e já trabalha pensando no futuro. Chefe da equipe americana, Graeme Lowdon explicou que o objetivo é construir uma estrutura capaz de atrair os melhores profissionais do automobilismo e, a longo prazo, transformar a Cadillac em uma das principais forças do grid.
Após 11 etapas, a equipe apresentou um desempenho acima das expectativas iniciais. Apesar de muitos acreditarem que a Cadillac ocuparia as últimas posições por ser uma estrutura estreante, a realidade foi diferente. Com Valtteri Bottas e Sergio Pérez, o time passou boa parte do campeonato próximo de avançar ao Q2 e chegou a competir diretamente com a Aston Martin.
A equipe também ficou perto de conquistar seu primeiro ponto. Em Mônaco, Pérez sofreu diversas penalizações que impediram uma pontuação que, na avaliação da Cadillac, poderia ter sido conquistada pelo desempenho apresentado na pista. Mesmo sem resultados expressivos até aqui, Lowdon considera que a evolução apresentada demonstra que o projeto está no caminho certo.
Cadillac quer atrair os melhores profissionais
A estratégia da Cadillac vai além dos resultados imediatos. A equipe pretende construir uma estrutura sólida e permanecer na Fórmula 1 por muitos anos, com a ambição de chegar ao topo da categoria.
Um dos exemplos desse movimento foi a contratação de Paul Monaghan, que ocupava o cargo de engenheiro-chefe da Red Bull. Para Lowdon, a chegada de profissionais experientes é consequência de um ambiente que precisa oferecer desafios, ambição e boas condições de trabalho.
O dirigente acredita que a Cadillac precisa se transformar em uma equipe na qual os profissionais desejem trabalhar e permanecer por muitos anos. A ideia é criar uma cultura de alto desempenho semelhante à encontrada nas principais equipes da Fórmula 1.
Segundo Lowdon, o objetivo interno é fazer da Cadillac uma equipe da qual os funcionários tenham orgulho de fazer parte e na qual não queiram buscar novas oportunidades. Na visão do dirigente, esse ambiente será fundamental para atrair grandes talentos e, consequentemente, acelerar o desenvolvimento do projeto.
A estratégia é simples: reunir profissionais qualificados, construir uma equipe competitiva e, como consequência, transformar o bom trabalho em resultados dentro da pista.
Apesar da ambição, a Cadillac terá de lidar com uma realidade comum a todas as equipes da Fórmula 1: o teto orçamentário. Com os gastos limitados pelas regras da categoria, a equipe americana não poderá simplesmente investir recursos ilimitados para acelerar seu desenvolvimento.
Lowdon, porém, afirma ter experiência justamente em ambientes nos quais os recursos precisam ser administrados com cuidado. Ao longo de sua carreira no automobilismo, o dirigente trabalhou em estruturas que também precisavam operar com orçamentos controlados.
Para ele, o teto de gastos muda completamente a dinâmica da Fórmula 1, já que obriga as equipes a encontrar maneiras mais eficientes de utilizar seus recursos.
A Cadillac, portanto, terá de combinar planejamento financeiro, desenvolvimento técnico e contratação de profissionais qualificados para reduzir gradualmente a distância para as equipes mais competitivas.
O projeto ainda está em seus primeiros passos, mas a equipe americana já deixou claro que não pretende participar da Fórmula 1 apenas como coadjuvante. A meta é construir, com paciência e planejamento, uma estrutura capaz de disputar posições importantes e, no futuro, brigar pelo topo da categoria.