Tempos atrás, mais precisamente no mês de maio, o goleiro Bruno Fernandes, condenado pelo assassinato de Eliza Samudio, voltou a ser preso após a Justiça do Rio de Janeiro concluir que ele descumpriu condições impostas para permanecer em liberdade condicional.
O ex-jogador do Flamengo foi localizado na noite de 7 de maio, em São Pedro da Aldeia, na Região dos Lagos, depois de permanecer cerca de dois meses foragido. No dia seguinte, Bruno foi transferido para o Presídio José Frederico Marques, em Benfica, na Zona Norte do Rio.
A nova ordem de prisão havia sido expedida pela Vara de Execuções Penais (VEP) em março, após o Ministério Público e a Justiça identificarem uma série de violações das regras estabelecidas para o cumprimento da pena fora do sistema penitenciário.
Entre os principais motivos apontados pela Justiça estava uma viagem realizada ao Acre em 15 de fevereiro. Na ocasião, Bruno foi ao estado para atuar pelo Vasco-AC, mas, segundo a decisão judicial, não tinha autorização para deixar o Rio de Janeiro. A VEP também afirmou que o ex-goleiro não retornou ao regime semiaberto quando havia sido determinado.
Falando sobre essa passagem no Acre, semanas antes da prisão, mais precisamente em fevereiro, a coluna da jornalista Fábia Oliveira no portal Metrópoles, revelou quanto o arqueiro estava recebendo atuando pelo clube.
Bruno estava prestes a fazer sua estreia com a camisa do Vasco-AC. Aos 41 anos, o jogador encarou o Velo Clube, pela primeira fase da Copa do Brasil. A contratação pelo clube acreano gerou repercussão, especialmente pela trajetória do atleta e pelo salário que ele ia receber na equipe.
A transferência para o Vasco-AC foi regularizada no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo informações divulgadas pelo perfil Mercado da Bola Atualizado, no Instagram, o goleiro teria acertado um salário de aproximadamente R$ 15 mil por mês com o clube acreano.
Como aconteceu a volta de Bruno para prisão?
Segundo a Polícia Militar, Bruno foi localizado no bairro Porto da Aldeia, em São Pedro da Aldeia. De acordo com os agentes, ele não ofereceu resistência e colaborou durante a abordagem.
O ex-goleiro foi levado inicialmente para a 125ª DP, em São Pedro da Aldeia. Posteriormente, o caso foi encaminhado à 127ª DP, em Búzios, responsável pelos procedimentos relacionados à ocorrência. A localização de Bruno foi resultado de uma ação conjunta dos setores de inteligência das polícias militares do Rio de Janeiro e de Minas Gerais.