Uma das dúvidas que ainda existem nos bastidores da Fórmula 1, é se Fernando Alonso vai seguir na principal categoria do automobilismo. Se o espanhol decidir ficar, um novo destino pode surgir, com contato na Mercedes, pelo menos na questão de motores.
O início da temporada 2026 da Fórmula 1 foi bastante complicado para a Aston Martin. Mesmo com os elevados investimentos de Lawrence Stroll e a expectativa criada em torno do projeto, a nova unidade de potência da Honda apresentou desempenho abaixo dos concorrentes.
Isso acabou dificultando a busca por pontos de Fernando Alonso e Lance Stroll nas primeiras corridas do campeonato. A reação começou no GP da Holanda, quando a Honda introduziu uma atualização no motor por meio do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualizações).
Paralelamente, a Aston Martin levou para a pista um amplo pacote de melhorias antes das férias de verão. As mudanças surtiram efeito e ajudaram Alonso a conquistar seu primeiro resultado positivo na temporada.
Apesar da evolução apresentada nas últimas provas, a situação ainda não parece satisfazer os dirigentes da equipe de Silverstone. De acordo com informações da Autoracer, a Aston Martin já estaria avaliando alternativas para encerrar a parceria com a Honda e passar a utilizar outra unidade de potência a partir de 2028.
Com o objetivo de analisar custos, condições e viabilidade de uma eventual mudança, representantes da equipe britânica teriam procurado duas possíveis fornecedoras: Mercedes e Red Bull Powertrains.
Caso a opção seja pelo time alemão e Alonso siga na Fórmula 1 até 2028. teríamos o espanhol bicampeão correndo com motor Mercedes na principal categoria do automobilismo mundial.
O desafio de trocar de fornecedor
Uma mudança de motor, porém, não seria simples para a Aston Martin. A Mercedes já atingiu o limite de fornecimento estabelecido pelo regulamento e atualmente atende, além de sua própria equipe, McLaren, Williams e Alpine. Para abrir espaço para a Aston Martin, os alemães teriam de reduzir ou encerrar o fornecimento a um dos atuais clientes.
Além disso, Toto Wolff revelou recentemente que a Mercedes avalia limitar o fornecimento de unidades de potência a, no máximo, três equipes, como parte de uma estratégia voltada à redução de custos e à otimização das operações.
A Red Bull Powertrains, por outro lado, possui uma carteira menor de clientes, fornecendo motores apenas para a equipe principal e para a Racing Bulls.
A chegada da Aston Martin representaria, portanto, uma oportunidade financeira relevante e também um importante reconhecimento para o projeto Ford-Red Bull Powertrains, que estreou em 2026 como fabricante própria de unidades de potência na Fórmula 1.