Mesmo sem corridas programadas para as próximas semanas, os bastidores da Fórmula 1 seguem agitados. Tanto é, que o chefe da Mercedes se manifestou sobre Max Verstappen na equipe. Além disso, o fim da temporada na F1 pode terminar em um lugar que poucos poderiam imaginar.
Começamos com a Mercedes, já que Toto Wolff, afirmou que não teria qualquer problema em formar uma dupla composta por Kimi Antonelli e Max Verstappen na Fórmula 1. Apesar de reconhecer o desafio de administrar dois pilotos de alto nível na mesma equipe, o dirigente garantiu que uma parceria entre os dois não o preocupa.
As declarações surgem em meio às especulações envolvendo o futuro de Verstappen. Nos últimos meses, rumores sobre uma possível saída da Red Bull voltaram a ganhar força, com Mercedes e McLaren aparecendo entre os possíveis destinos do tetracampeão mundial.
Enquanto isso, informações divulgadas pelo portal GPblog apontam que a Mercedes pretende manter sua atual formação de pilotos para a temporada de 2027.
Inicialmente, o veículo informou que George Russell possuía uma cláusula contratual específica para o próximo ano, mas posteriormente corrigiu a informação, esclarecendo que o vínculo do britânico é de longo prazo, o que explica a ausência de um anúncio oficial sobre a continuidade da dupla.
Ao comentar um possível cenário com Verstappen e Antonelli dividindo a garagem, Wolff destacou que o jovem italiano ainda precisa de tempo para completar seu desenvolvimento na categoria, enquanto o holandês vive o auge da carreira.
Segundo o dirigente, os dois pilotos pertencem a gerações diferentes e mantêm uma relação de respeito, o que contribuiria para uma convivência saudável dentro da equipe.
Fórmula 1 pode ter o fim da temporada 2026 na Europa
O presidente e CEO da Fórmula 1, Stefano Domenicali, confirmou que a categoria estuda encerrar a temporada de 2026 na Europa caso a guerra no Irã inviabilize a realização dos Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi. Segundo o dirigente, uma decisão definitiva será tomada apenas em meados de setembro.
As duas provas seguem mantidas no calendário. O GP do Catar está programado para 29 de novembro, enquanto o GP de Abu Dhabi deve acontecer em 6 de dezembro, encerrando a temporada após a etapa de Las Vegas.
Apesar das corridas estarem confirmadas e com ingressos esgotados, a instabilidade no Oriente Médio continua gerando incertezas sobre a realização dos eventos. Domenicali afirmou que a Fórmula 1 pretende aguardar o máximo possível antes de definir qualquer alteração no calendário.
Segundo o dirigente, caso o cenário na região não ofereça as condições de segurança consideradas adequadas até meados de setembro, a categoria optará por concluir o campeonato em um circuito europeu.
Ele explicou ainda que, diante da impossibilidade de disputar as etapas no Oriente Médio, a Europa é a alternativa mais viável, já que não haveria tempo para reorganizar a logística e levar o campeonato para outro continente.
Imola e Portimão aparecem como alternativas
Entre os circuitos cotados para receber uma eventual etapa substituta estão Imola, na Itália, e Portimão, em Portugal. No entanto, Domenicali evitou antecipar qualquer definição sobre o assunto.
O dirigente reconheceu que existem algumas opções sendo analisadas, mas ressaltou que nenhuma escolha foi feita até o momento e que seria precipitado indicar um circuito como favorito.