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CORREIO VEÍCULOS

Royal Enfield apresenta seus modelos no Brasil

A indiana lança a linha Twin 650, composta pelas Interceptor e Continental GT e quer abrir fábrica na Zona Franca de Manaus
02/03/2020 08:00 - Automotrix, Gustavo Ceccarelli/Minutor Motor


 

A Royal Enfield é a marca de motocicletas mais antiga em produção contínua do mundo – iniciou suas operações em 1901. Na Índia, onde foi fundada e tem até hoje sua sede, a empresa fabrica um milhão de unidades por ano e pretende fazer do Brasil seu segundo maior mercado, com uma estratégia focada nas médias cilindradas. Para isso, quer ampliar sua rede de concessionárias brasileiras de seis para dez lojas, ainda no primeiro trimestre. Também estuda a possibilidade de implementar na Zona Franca de Manaus, no Amazonas, uma linha de montagem no sistema CKD (complete knock down) – as peças das motos viriam da Índia e seriam montadas no Brasil. Como passo inicial de seus planos de expansão no mercado brasileiro, a Royal Enfield acaba de lançar a linha Twin 650, composta pelos modelos Interceptor e Continental GT. As motos importadas da Índia apresentam design clássico e têm preços que partem de R$ 24.990 para a Interceptor e de R$ 25.990 para a GT.

As novas Twin 650 Interceptor (estradeira) e Continental GT (cafe racer) compartilham chassi e motor. Um bicilíndrico de 650 cc, que atinge 47 cavalos de potência máxima e 5,3 kgfm de torque. Segundo a Royal Enfield, 80% do torque já está disponível a 2.500 rpm. Ambas contam com freios com sistema ABS de dois canais, embreagem deslizante e rodas aro 18 polegadas. As principais diferenças entre os dois modelos ficam por conta do guidão, das pedaleiras, do tanque de combustível, do assento e de itens de acabamento como capa do farol e dos retrovisores. A GT não conta com cavalete central. A marca indiana acredita estar trazendo para o Brasil um produto básico, fácil de pilotar e acessível para seduzir o motociclista brasileiro. 

 
 

Primeiras Impressões

Iguais e diferentes

São Paulo/SP - A Interceptor 650 é uma motocicleta ágil, com respostas e retomadas rápidas e precisas. Oferece um conjunto ciclístico (chassis, suspensão e freios) de dar inveja a muita esportiva de porte médio. Destaque para o câmbio de 6 velocidades, que proporciona uma entrega de potência bastante linear, sem sustos. Sua posição de pilotagem é confortável, apesar do banco duro. Mesmo contra o vento, a moto oferece boa estabilidade em altas velocidades. 

Nas curvas, a novidade da Royal se comporta de maneira estável, já que seu habitat natural é realmente a estrada. Por isso, a Interceptor 650 pode rodar com boa desenvoltura em qualquer tipo de rodovia, seja de pista dupla, simples ou bastante sinuosa. No trânsito, a clássica da Royal Enfield se comporta com muita agilidade e rapidez nas mudanças de direção – devido ao guidão alto e largo e à roda aro 18 –, o que traz mais conforto e segurança ao motociclista. O consumo é de 23 km/l. A Interceptor 650 pode ser uma divertida companheira de viagem.

Motor e ciclística iguais, posição de pilotagem bem diferente. O comportamento dinâmico da Continental GT é semelhante ao da Interceptor – o que muda realmente é a ergonomia e o conforto. De frente, é possível constatar a diferença de altura do guidão entre as versões. Na cafe racer da Royal, o piloto vai com o tronco projetado à frente e as pedaleiras estão mais recuadas. Ou seja, uma postura mais racing, ideal para deslocamentos curtos. Um pouco cansativa para longas jornadas. De qualquer forma, ambas motos oferecem uma tocada bem vigorosa.

 

Felpuda


Apressadas que só, figurinhas tentaram se “apoderar” do protagonismo de decisão administrativa. Não ficaram sequer vermelhas quando se assanharam todas para dizer que tinham sido responsáveis pela assinatura de documento que, aliás, era uma medida estabelecida desde 2019. Quem viu o agito da dupla não pode deixar de se lembrar daquele pássaro da espécie Molothrus bonarienses, mais conhecido como chupim, mesmo. Afe!