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VÔLEI NACIONAL

De MS, Judson é eleito melhor central desta temporada da Superliga

Atleta campo-grandense também foi um dos melhores jogadores da final, disputada neste domingo (04), com 10 pontos, sendo três de bloqueio

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Mesmo perdendo a final para o Sada Cruzeiro na manhã deste domingo (04), o central campo-grandense Judson Nunes foi eleito o melhor da sua posição nesta temporada da Superliga Masculina.

O atleta foi um dos destaques do Vôlei Renata, de Campinas (SP), durante toda a competição. Ele liderou a liga no quesito de pontos de bloqueio, com 81, ficou em segundo lugar em aces (pontos de saque), com 32, e em terceiro em bloqueio mais eficiente, com 73,64%, e o oitavo com ataque mais eficiente.

Na final, vencida pelo Cruzeiro por 3 sets a 1, Judson marcou 10 pontos, sendo três provenientes de bloqueio e um de saque, dois pontos fortes do atleta. Todas essas estatísticas fizeram com que ele fosse eleito o melhor central da temporada, à frente de outros nomes importantes do vôlei nacional, como o campeão olímpico Lucão.

Outro motivo para essa edição ter sido até mais especial do que as outras para o campo-grandense, é que ele e o Vôlei Renata jogaram em Campo Grande, no final do ano passado, contra o Vedacit Guarulhos (SP). Na ocasião, o time de Campinas venceu por 3 sets a 0 e o central foi eleito o craque da partida.

Mesmo com a boa fase, Judson ficou de fora da convocação para a Liga das Nações, que será realizada entre os dias 11 de junho e 3 de agosto, sendo dividida em três semanas. Ele perdeu a vaga para os colegas de posição Geovane Kuhnen (Guarulhos), Matheus Pinta (São José-BRA) e Thiery (Sesi Bauru).

Porém, ainda há chance do campo-grandense aparecer na lista do Mundial, que será disputada entre 12 e 28 de setembro, nas Filipinas. O Brasil está no Grupo H com Sérvia, República Tcheca e China.

Trajetória - Judson Nunes

Nascido no dia 05 de dezembro de 1998, Judson contou ao Correio do Estado que começou a praticar o esporte na equipe da Escola Estadual Maria Constança Barros Machado, em Campo Grande, durante o Ensino Médio.

"Iniciei minha trajetória no vôlei quando eu estava no 2º ano do Ensino Médio. Minha irmã indicou para os meus pais para eu poder estudar e jogar na escola dela, o Maria Constança", disse.

No colégio, Judson ficou um ano e meio treinando e jogando pela equipe escolar, pela qual disputava competições em Campo Grande, chegando até a final dos jogos escolares.

O interesse do atleta pela modalidade aumentou a ponto de se mudar de Campo Grande e iniciar uma carreira no Paraná, ainda no vôlei de base, no qual Judson chamou atenção das equipes paulistas, conquistando a Taça Paraná de Voleibol.

"Minha primeira oportunidade de jogar em São Paulo foi após o título do campeonato de base, da Taça Paraná. Recebi um contrato para jogar pela equipe juvenil Suzano", declarou o atleta.

O central também chegou a atuar, aos 18 anos, no clube campo-grandense Radio Clube/AVP, em que jogou pela primeira vez a Superliga B de 2017. 

Após a disputa da Superliga, Judson seguiu a sua carreira no vôlei no interior paulista, onde foi atleta do Sesi Bauru Sub-21(2018), Vôlei Itapetininga (2018/2019) e Pacaembu Ribeirão Preto (2019/2020).

Em ascensão na carreira, Judson foi contratado em 2020 pelo Montes Claros América, para disputar a Superliga. Judson ainda jogou pelo Vôlei Renata (2021/2022), pelo Suzano Vôlei (2022 a 2024) e voltou ao clube campinense no início da atual temporada.

Em 2023, foi convocado pela primeira vez para defender a seleção brasileira, para a disputa da Liga das Nações, na qual esteve com o grupo que disputou a primeira etapa em Ottawa, no Canadá, do dia 7 até o dia 11 de junho.

*Colaborou Judson Marinho

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Federações europeias pressionam Uefa pelo fim do formato da 'Super Data Fifa': 'Um desastre'

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações

09/10/2026 23h00

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações

Harry Kane, em partida entre Inglaterra e Tchéquia pela Liga das Nações Foto: X

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As federações europeias de futebol pressionaram a Uefa pela mudança do período conhecido como Super Data Fifa.

Com 16 dias de duração, a janela reuniu amistosos e partidas da Liga das Nações. O alto número de jogos e o desgaste físico dos atletas trouxeram problemas para os clubes. Jogadores como Kylian Mbappé, Cody Gakpo, Alexander Isak e Brian Brobbey estiveram entre as baixas registradas durante o período. As informações são do jornal The Guardian.

Uma das principais reclamações envolve justamente a concentração de partidas em um intervalo maior. As seleções europeias disputaram quatro jogos da Liga das Nações, que normalmente eram realizados em uma janela de 11 dias. A mudança, aprovada pelo Conselho da Fifa em 2023, uniu os períodos de setembro e outubro com a proposta de reduzir as viagens e melhorar o bem-estar dos jogadores. Na prática, porém, o calendário gerou insatisfação entre os clubes e as federações.

A oposição ao formato ganhou força durante uma reunião das associações nacionais da Uefa, realizada em Berlim, na quinta-feira, 8. Segundo o The Guardian, as críticas foram praticamente unânimes, e diferentes dirigentes se manifestaram contra a mudança. Um dos presidentes de federação classificou o período como "um desastre", enquanto outros consideraram o calendário "inviável". Entre os participantes que se posicionaram contra a alteração estavam a presidente da Federação Inglesa de Futebol (FA), Debbie Hewitt, e o diretor executivo da entidade, Mark Bullingham.

O número de lesões foi um dos principais motivos de preocupação. Além dos jogadores que desfalcaram seus clubes após os compromissos internacionais, as federações com elencos menores temem ter menos opções para poupar atletas durante uma sequência tão intensa de partidas. A situação também pode provocar diferenças competitivas na Liga das Nações, já que seleções com maior profundidade no elenco têm mais possibilidades de fazer alterações sem perder rendimento.

Outro problema apontado pelas entidades envolve a questão financeira. Com dois jogos em casa concentrados em um intervalo curto, algumas federações relataram dificuldades para organizar campanhas de divulgação e vender ingressos. As partidas das seleções representam uma importante fonte de arrecadação para essas organizações, que dependem da receita dos eventos para financiar suas atividades.

Diante das críticas, várias federações defenderam o retorno ao modelo anterior, que previa cinco janelas internacionais de duas semanas ao longo da temporada. Apesar da pressão por mudanças, a alteração do calendário não deve ser simples, uma vez que a programação internacional já está definida até 2030. A discussão também ocorre em meio a divergências entre a Uefa e a Fifa sobre questões relacionadas à organização do futebol mundial.

Ainda assim, houve dirigentes que apontaram benefícios na pausa mais longa, principalmente pelo tempo adicional de trabalho para os técnicos das seleções com seus jogadores. A tendência, porém, é que a Uefa seja pressionada a defender uma revisão do formato junto à Fifa, diante da insatisfação manifestada pelas federações europeias.


 

Esporte

Alison dos Santos concorre ao prêmio Melhor do Ano da World Athetics

Brasileiro quebrou o recorde mundial nos 400m com barreiras

06/10/2026 22h00

Gustavo Alves/CBAt

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Atual recordista mundial nos 400 metros com barreiras, o brasileiro Alison dos Santos foi indicado nesta terça-feira (6) ao prêmio de Melhor Atleta do Ano da Federação Internacional de Atletismo (World Athetics). Piu fez uma temporada memorável, com direito à quebra de recorde na Diamond League Zurique (Suiça) e a conquista da Liga Diamante, prinicipal circuito de atletimo, pela terceira vez na carreira. E teve mais: Alison levantou o troféu da edição inaugural do Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste (Hungria), que reuniu os melhores do mundo.

Além do paulista de São Joaquim da Barra, outros nove atletas homens concorrem com Piu ao prêmio, entre eles o sueco Mondo Duplantis (recordista mundial no salto com vara) e o queniano Sebastian Sawe, que este ano foi o mais rápido na história da maratona de Londres, com o tempo de 1h59min30. Na relação de 10 corredoras mulheres indicadas não constam representantes brasileiras.

Os finalistas ao prêmio de Melhor Atleta do Ano serão definidos  por meio de votação até meia-noite de 17 de outubro (horário da Europa Central). Quatro grupos estão aptos a votar, cada um com 25% de peso: fãs da World Athetics (clique AQUI para votar); atletas que tenham disputado competições da World Athetics Series 2026; profissionais da imprensa; e integrantes da “Família World Athletics”, como membros do Conselho e de comissões, organizadores de competições e representantes de atletas.

Os três finalistas em cada gênero serão anunciados nos dias 10 e 11 de novembro. A entrega do prêmio Melhor Atleta do Ano será em Mônaco, em 29 de novembro. 

Duas vezes medalhista olímpico (bronze em Tóquio 2020 e Paris 2024), Piu estabeleceu o novo recorde mundial na prova dos 400m com barreiras ao cravar 45s80 na Diamond Lague Zurique (Suíça), superando a marca anterior (45s94) do norueguês Karsten Warholm, obtida em 2021 na Olimpíada de Tóquio. O paulista também foi tricampeão da Liga Diamante ao vencer todas as seis etapas da Diamond League que disputou: Shaoxing (China), Xiamen (China), Oslo (Noruega), Estocolmo (Suécia), Silésia (Polônia), Zurique (Suíça) e Bruxelas (Bélgica). Piu já arrematara a Liga Diamente em 2022 e 2024.

Em setembro, Alison do Santos também venceu a primeira edição do Mundial de Atletismo Ultimate, em Budapeste (Hungria), que reuniu os melhores do planeta, entre eles o norte-americano Rai Benjamin e o norueguês Warholm.  

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