Cidades

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Brasileiro cria site que mostra empresas que mais doam para campanhas

Brasileiro cria site que mostra empresas que mais doam para campanhas

tribunahoje

22/01/2014 - 12h00
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Por que as empresas doam para campanhas? O que elas querem ganhar com isso? E qual o impacto dessas doações para a sanidade da nossa democracia?

Tentando responder a essas e outras perguntas, o pesquisador brasileiro Gustavo Maultasch, da Universidade de Harvard, criou o Política Aberta, site desenvolvido com o objetivo de tornar o debate sobre o financiamento de campanhas políticas mais acessível.

Com a ferramenta, o eleitor consegue ver quais empresas doaram para qual candidato ou partido e quanto de dinheiro foi repassado. Segundo o site, R$ 1.867.590.018,37 foi doado por pessoas jurídicas para as campanhas de políticos em 2012.

Ao todo, foram 55.744 doadores e 135.963 empresas contratadas. Apesar disso, há muitas empresas que doaram e não foram contempladas com nenhum contrato. Para o criador do Política Aberta, há muitas explicações possíveis para isso.

— As empresas podem ter recebido contratos em outros anos, ainda não incluídos nesta versão do site. Elas podem ter recebido outros tipos de benefícios, como financiamentos do BNDES e, ainda, elas podem ter usado vários CNPJs para receber contratos mas apenas um CNPJ para fazer a doação, o que gera número maior de contratadas que de doadoras.

Quem mais contribuiu com o montante acumulado foi a Construtora Andrade Gutierrez, que doou R$ 81.165.800. Como contrapartida, a empresa foi contemplada com contratos assinados com o poder público que atingiram o valor de R$ 99.228.136,19 em 2012.

Para Maultasch, isso não significa que exista um “toma-lá-dá-cá” entre empresas e políticos, mas deixa claro o interesse das empresas em conseguir contratos ou mesmo votações de matérias que sejam de seu interesse.

— O objetivo do financiamento é ter acesso a mandatários, a pessoas com poder de decisão na administração pública. Dito isso, quanto mais partidos forem apoiados, maior a chance de que a empresa terá acesso ao poder político posteriormente; a busca por um interesse privado está presente.

Entre os dez maiores doadores listados pelo site, cinco são empreiteiras. Completam a lista um banco, um frigorífico, uma empresa de fertilizantes, uma distribuidora e uma indústria. Os partidos que mais receberam recursos foram, pela ordem, PT, PSDB e PMDB.

Não por acaso, são os partidos que comandam o governo federal, os principais Estados e a maior quantidade de municípios, respectivamente.

O pesquisador defende a instituição do financiamento público de campanhas no País, mas coloca algumas condicionantes como, por exemplo, alterações na forma de distribuição do dinheiro do fundo partidário entre as legendas.

— O financiamento privado de campanha deve ser proibido, mas essa proibição tem de ser cotejada com o que desejamos para os outros tipos de financiamento. Uma ideia em debate nos Estados Unidos, é o “voucher” — um vale que cada eleitor teria de, digamos, R$ 10 do dinheiro público para doar para qualquer candidato ou partido. Esse tipo de distribuição dos recursos públicos seria melhor, pois evitaria o problema de se privilegiar o partido que já possui a maior representação.

Segundo ele, esse modelo apresenta ainda outras duas vantagens.

— Nenhum eleitor seria importante demais para, sozinho, influenciar as eleições e os partidos seriam obrigados a fazerem um trabalho de base, junto aos eleitores — e não a grandes empresas — , para obter o financiamento necessário. E não digo que esta seja a melhor opção: apenas quero dizer que há muitos modelos distintos em que podemos pensar e que temos de discutir.

EDUCAÇÃO

Adriane Lopes promete terminar obras paralisadas de cinco Emeis

Com investimento de R$ 21 milhões do Governo Federal, as obras serão retomadas nos bairros Jardim Talismã, Jardim Colorado, Serraville, Jardim Nashville e Moreninha II

03/04/2025 15h22

Adriane afirmou que quando assumiu a gestão, a Capital tinha 13 obras paradas

Adriane afirmou que quando assumiu a gestão, a Capital tinha 13 obras paradas FOTO: Divulgação

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Na manhã desta quinta-feira (03), a prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), anunciou para a imprensa a retomada e término das obras de cinco Emeis (Escolas Municipais de Educação Infantil) e uma escola que estavam paralisadas em Campo Grande.

O anúncio foi feito após uma reunião que contou com a presença do secretário municipal de educação, Lucas Bittencourt, o secretário municipal de governo e relações institucionais, Youssif Domingos, vereadores da Câmara Municipal de Campo Grande, além do presidente da Casa de Leis, Papy, o deputado federal, Dagoberto Nogueira e o diretor de Ações Educacionais do FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), Anderson Sampaio.

Na ocasião, Adriane afirmou que quando assumiu a gestão, a Capital tinha 13 obras paradas. Dessas, oito já estão em andamento, e a do bairro Jardim Inápolis já foi entregue. “Agora, com o financiamento federal já disponível, a meta é concluir todas”, disse.

Além disso, ela ressaltou que assumiu a responsabilidade de concluir as obras em andamento, e trazer novas para Campo Grande. “Temos um cronograma de avanço na execução da retomada dessas obras, e com isso, nós estamos avançando para aquilo que nos propusemos a fazer, que é zerar a fila de espera por uma vaga na EMEI para que as mães possam trabalham e nossas crianças possam crescer seguras”, acrescentou.

Conforme a representante do Poder Executivo, a gestão tem apresentado bons resultados em um curto espaço de tempo. “Com recursos próprios e agora com os recurso do Governo Federal, Campo Grande vai ganhar mais 10 unidades escolares”, afirmou.

Segundo ela, o recurso anunciado pelo FNDE – (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), foi resultado de muito trabalho, e contribuiu para a retomada de obras pelo Brasil. “Fomos oito vezes ao FNDE, e quando nossa equipe chegava ainda não tinha o encaminhamento, então acredito que do estudo do caso de Campo Grande, houve essa sensibilização do Governo Federal que avançou nessa pauta”, disse.

Em Campo Grande, as obras das Emeis serão retomadas no Jardim Talismã, Jardim Colorado, Serraville, Jardim Nashville e Moreninha II. Também está prevista a conclusão de uma escola regular na Vila Nathália. Atualmente, duas obras estão em execução, no Oliveira III e no Jardim São Conrado. Outras três estão em fase de licitação, no Jardim Radialista, Jardim Anache e Vila Popular.

Os repasses fazem parte do Pacto Nacional pela Retomada de Obras na Educação Básica e Profissionalizante, que busca concluir construções paralisadas sob gestão do FNDE, autarquia vinculada ao MEC (Ministério da Educação).

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ULTIMA RATIO

Envolvido em dois escândalos, ex-desembargador mantém silêncio na PF

Depoimento de Divoncir Maran aconteceu nesta quarta-feira, mas, assim como Júlio Siqueira, preferiu se calar diante do delegado Marcos Damato

03/04/2025 14h29

Divoncir Maran recuperu o cargo em 3 de abril do ano passado e dois dias depois se aposentou. Em outubro voltou a ser alvo da PF

Divoncir Maran recuperu o cargo em 3 de abril do ano passado e dois dias depois se aposentou. Em outubro voltou a ser alvo da PF

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Exatamente um ano depois de recuperar seu cargo de desembargador, do qual fora afastado por suspeita de irregularidades na decisão que deu liberdade a um megatraficante, o ex-desembargador Divoncir Schreiner Maran teve de prestar depoimento à Polícia Federal nesta quarta-feira (2) em meio à investigação que apura suposto esquema de venda de sentenças no Tribunal da Justiça de Mato Grosso do Sul. 

Divoncir Maran foi afastado em 8 de fevereiro do ano passado por ter soltado, em 21 de abril de 2020, Gerson Palermo, um traficante de cocaína condenado a 126 anos de prisão e que desde então está foragido. 

No dia 3 de abril do ano passado ele foi reconduzido ao cargo por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Porém, três dias depois, em 5 de abril, o Tribunal de Justiça Publicou sua aposentadoria, já que no dia seguinte completaria 75 anos, idade limite para aposentadoria compulsória.

Mas, a investigação da Ultima Ratio, operação que mantém afastados quatro desembargadores e um juiz de primeira instância, além de um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado, não tem relação com a suposta venda de sentença soltou Palermo. 

Divoncir Maran foi alvo na Ultima Ratio, em 24 de outubro do ano passado, por conta de indícios, segundo a Polícia Federal, de venda de outras sentenças judiciais para favorecer, entre outros, o conselheiro Osmar Jerônymo, que desde aquela data está afastado do TCE. 

Em uma destas decisões, o conselheiro e dois sobrinhos, que também foram alvos da Ultima Ratio, conseguiram se apossar de parte de uma fazenda no município de Bela Vista. 

Além disso, a PF colocou sob suspeita a sociedade entre filhos de Divoncir Maran em um escritório de advocacia de um filho do desembargador Marcos José Brito, afastado do TJ em outubro do ano passado. E, por conta desta suposta parceria, o pai de um julgava ações dos filhos do outro, indica a Polícia Federal. 

Nesta quinta-feira (3), o Correio do Estado entrou em contato com um dos filhos do desembargador,  Divoncir Maran Júnior, para obter o contado do advogado que acompanhou o pai no depoimento na PF nesta quarta-feira, mas ele se limitou a dizer que “não tenho autorização para passar o contato dele; e o processo é sigiloso. Respeitem isso, por favor”. 

E, conforme apuração do Correio do Estado, o depoimento foi por videoconferência e assim como no caso de Júlio Siqueira, no dia 24 de março, ele também permaneceu em silêncio diante do delegado Marcos Damato.

Conforme as suspeitas da PF, Divoncir usava as contas deste e de outros três filhos para movimentar recursos de origem não declarada. Entre estes valores está a compra de um imóvel pelo valor de R$ 3,985 milhões, em um negócio que envolveu Waldir Neves, outro conselheiro do Tribunal de Contas que está afastado por suspeita de envolvimento em esquema de corrupção. 

Os investigadores também suspeitaram dos depósitos superiores a R$ 1,7 milhão nas contadas bancárias de dois filhos que seriam relativos à venda de bovinos. Porém, eles não conseguiram comprovar a exata origem destes animais que supostamente venderam. 

ULTIMA RATIO

Cinco meses depois da eclosão do escândalo, quatro desembargadores (Alexandre Bastos, Marcos José Brito, Sideni Soncini Pimentel e Vladimir Abreu), um juiz (Paulo Afonso) e um conselheiro do TCE (Osmar Jerônymo) seguem afastados de suas funções. O afastamento foi determinado por 180 dias, prazo que acaba no final de abril. 

Embora tenha se aposentado no começo de abril do ano passado, a denúncia sobre suposta venda de sentença para libertação de Gerson Palermo ainda está em andamento no Conselho Nacional de Justiça, que desde meados de 2020 faz seguidos adiamentos do caso. O último ocorreu em dezembro de 2024, adiando o julgamento para até setembro deste ano.

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