Campo Grande terá 1.264 novas casas populares; veja quem terá prioridade
Empreendimento nas Moreninhas já está em construção e terá 127 imóveis reservados para famílias cadastradas na Emha; primeiras unidades poderão ser adquiridas em dezembro.
Prefeitura de Campo Grande firma acordo para construção de 1.264 moradias populares na região das Moreninhas, com reserva de unidades para famílias cadastradas na Emha. - Foto: Divulgação/Pacaembu Construtora
Campo Grande vai ganhar 1.264 novas moradias populares, com parte dos imóveis reservada a famílias que aguardam uma oportunidade de conquistar a casa própria.
O empreendimento, que já começou a ser construído na região das Moreninhas, terá pelo menos 127 unidades destinadas ao atendimento de famílias cadastradas na Agência Municipal de Habitação e Assuntos Fundiários (Emha).
A medida foi oficializada nesta sexta-feira (6), com a assinatura do primeiro Termo de Compromisso do Plano de Desenvolvimento Socioeconômico Habitacional (Habita+ CG), firmado entre a Prefeitura de Campo Grande e a Pacaembu Construtora.
O acordo estabelece as condições para a implantação do residencial Jardim Água Branca e abre caminho para que famílias inscritas nos programas habitacionais do município tenham acesso a parte das novas moradias.
Do total de 1.264 imóveis, pelo menos 10% deverão ser reservados para famílias indicadas pela Emha, o equivalente a 127 unidades. A seleção seguirá os critérios dos programas habitacionais de interesse social, mas o município ainda não divulgou a relação de beneficiários.
As casas reservadas deverão ser identificadas no projeto do empreendimento, enquanto a construtora ficará responsável por informar à agência municipal o cronograma de entrega dos imóveis.
A exigência permitirá que a Prefeitura organize antecipadamente o atendimento das famílias, incluindo o acompanhamento social dos futuros moradores.
Primeiras casas poderão ser adquiridas em dezembro
Embora as obras do Jardim Água Branca já tenham começado, a comercialização das primeiras unidades está prevista para dezembro, durante o 12º Feirão Habita+ CG, que será realizado entre os dias 9 e 27, dentro da programação do Natal dos Sonhos.
O evento deverá abrir uma nova oportunidade para moradores interessados em adquirir a casa própria por meio das condições oferecidas pelos programas habitacionais.
Entretanto, a Prefeitura ainda não informou os preços das unidades, os valores das parcelas ou as condições específicas de financiamento do empreendimento.
Quem terá prioridade para conseguir uma casa?
A principal novidade do acordo é a garantia de uma reserva mínima de imóveis para famílias que já possuem cadastro na Emha.
A indicação dos possíveis beneficiários será realizada pela própria agência, de acordo com as regras dos programas de habitação de interesse social.
Isso significa que o cadastro poderá permitir o acesso às unidades reservadas, mas não representa garantia automática de recebimento de uma casa.
A participação dependerá do enquadramento nos critérios habitacionais e das condições aplicáveis à aquisição dos imóveis.
Segundo o diretor-presidente da Emha, Claudio Marques, a iniciativa busca facilitar o acesso à moradia digna, especialmente para famílias de menor renda.
"Nosso objetivo é garantir moradia digna à população, esses empreendimentos, em sua maioria, se enquadram na faixa um do programa Minha Casa, Minha Vida", afirmou.
Diretor-presidente da Emha, Claudio Marques, durante a assinatura do acordo que prevê a construção de 1.264 moradias populares em Campo Grande. Foto: Divulgação/Prefeitura de Campo Grande
A Faixa 1 do programa federal é voltada às famílias de menor renda, com condições específicas de subsídio e financiamento, conforme a modalidade de atendimento.
Construção também deverá gerar empregos
Além de ampliar a oferta de moradias, o empreendimento prevê oportunidades de trabalho para moradores de Campo Grande, especialmente aqueles que vivem nas proximidades da construção.
O acordo estabelece prioridade na contratação de trabalhadores residentes no município, com preferência para profissionais da região onde o residencial será implantado.
A Fundação Social do Trabalho (Funsat) será responsável por divulgar as oportunidades, cadastrar interessados e encaminhar candidatos à construtora.
Também estão previstas ações de qualificação profissional em parceria com a empresa, buscando preparar trabalhadores para as atividades relacionadas à construção civil.
A Pacaembu, que atua no setor habitacional há mais de 35 anos, terá no Jardim Água Branca seu primeiro empreendimento em Campo Grande.
Segundo o diretor de negócios da construtora, Bruno Villar, a empresa já havia tentado iniciar operações na Capital anteriormente, mas enfrentou dificuldades burocráticas.
O executivo destacou que a possibilidade de acumular subsídios habitacionais foi um dos fatores que favoreceram a chegada da construtora ao município.
Novo programa habitacional começa a sair do papel
O empreendimento marca a primeira aplicação formal do Habita+ CG, programa criado pela Lei Complementar nº 551/2025 para ampliar o acesso à moradia, reduzir o déficit habitacional e estimular a geração de emprego e renda.
A legislação prevê que as empresas participantes assumam compromissos relacionados à política habitacional do município, formalizados em documentos específicos.
No caso do Jardim Água Branca, as obrigações incluem a reserva de moradias para famílias cadastradas na Emha e a prioridade de contratação de trabalhadores locais.
O acordo começará a valer oficialmente após ser publicado no Diário Oficial de Campo Grande (Diogrande).
Com a construção das 1.264 unidades, a Capital amplia a perspectiva de oferta de habitações de interesse social, enquanto famílias que aguardam atendimento pela Emha passam a contar com uma nova possibilidade de acesso à casa própria.
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