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Aos 80 anos, morre o ator Ney Latorraca

Em 2018 foi diagnosticado com câncer de próstata e fez cirurgia, mas em agosto deste ano a doença se manifestou novamente e ele não resistiu

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O ator Ney Latorraca morreu aos 80 anos na manhã desta quinta-feira (26). A informação foi confirmada pela Clínica São Vicente da Gávea, onde ele estava internado havia seis dias.

A causa da morte foi uma sepse pulmonar após o agravamento do câncer de próstata, com o qual foi diagnosticado em 2019.

Ao receber o primeiro diagnóstico, Ney retirou a próstata. A doença voltou em agosto deste ano, já com metástase. Houve o tratamento inicial, porém sem sucesso.

Carreira
 

Antonio Ney Latorraca nasceu em Santos, São Paulo, no dia 25 de julho de 1944. Com apenas 6 anos, fez participações na Rádio Record.

Aos 19 anos, passou em seu primeiro teste e fez "Pluft, o Fantasminha", de Maria Clara Machado.

Depois disso, trabalhou em loja de roupa feminina, foi vendedor de pedras semipreciosas e foi funcionário de um banco. Nesse tempo, ele também se matriculou na Escola de Arte Dramática, fez algumas peças e foi para a TV Tupi.

Ney Latorraca também passou pela TV Cultura, depois pela TV Record, onde trabalhou por cinco anos.

Ida para a Globo

Sua estreia na TV Globo aconteceu em 1975 na novela "Escalada", onde interpretou Felipe, que não falava.

Depois do sucesso como Felipe, Ney assinou um contrato de dois anos com a emissora. Em 1984, atuou em "Anarquistas", uma de suas minisséries preferidas. "Eu fiz um baita sucesso, fui capa de todas as revistas. Todo mundo amava", disse ele.

Em 1990, Ney foi para o SBT, onde atuou na novela "Brasileiras e Brasileiros".Já em 1991, ele retornou para a Globo e fez sucesso em "Vamp".

Ney Latorraca deixa o marido, o ator Edi Botelho, com quem era casado há 30 anos. O local, horário do velório e cremação do corpo ainda não estão definidos.

é domingo

'O Agente Secreto' é baseado em história real? Tem livro?

O suspense político levou mais de 2 milhões de espectadores às salas de cinema no Brasil tem quatro indicações ao Oscar

14/03/2026 07h24

Wagner Moura, o protagonista do filme produzido em Recife, concorre ao oscar de melhor ator

Wagner Moura, o protagonista do filme produzido em Recife, concorre ao oscar de melhor ator

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O cenário é Recife, no ano de 1977, uma época, como o próprio filme define, "cheia de pirraça". Este é o contexto de O Agente Secreto, longa dirigido e escrito por Kleber Mendonça Filho que levou o Brasil ao Oscar 2026. Mas, afinal, quais são as bases desta história brasileira que está conquistando o mundo?

O suspense político que levou mais de 2 milhões de espectadores às salas de cinema no Brasil e pode ser visto também na Netflix acompanha Marcelo (Wagner Moura), um professor universitário do ramo de tecnologia que se muda de São Paulo para Recife, buscando um recomeço e uma fuga de seu passado violento.

O contexto é a ditadura militar, e toda a vida de Marcelo é rodeada de segredos e tensões, assim como o próprio clima do filme. O professor chega a Pernambuco em plena semana de carnaval, e logo ele se vê preso em uma emboscada e correndo risco de vida.

A origem da história

Apesar de ter como base acontecimentos reais - a ditadura militar brasileira, a perseguição a opositores do regime, por exemplo, e até elementos culturais -, O Agente Secreto não é inspirado em algum caso verídico. A história contada no filme é puramente ficcional.

Em entrevistas, Kleber Mendonça Filho já declarou que teve a ideia para o filme durante o processo de produção de Retratos Fantasmas (2023).

Segundo o diretor, os anos que passou fazendo pesquisas para o documentário deram a estrutura para que pudesse criar O Agente. As duas obras, de certa forma, tocam em temas como a dificuldade de se preservar a memória e a importância de não deixar o passado cair no esquecimento.

Alguns elementos, no entanto, são, sim, inspirados na realidade - mas servem mais para contextualização e referência. A Perna Cabeluda, por exemplo, é uma lenda que circulou em jornais e rádios pernambucanos da década de 1970. Tratava-se, segundo o mito, de uma infame perna decepada que atacava pessoas durante a noite.

Mas qual é a sua origem? Algumas versões, segundo pesquisadores ouvidos pelo Fantástico, alegam que a história teria sido criada para denunciar agressões e casos de perseguição política sem que os veículos sofressem censura do governo. No filme, seu propósito é representar justamente o medo.

Já o personagem Vilmar, pistoleiro interpretado por Kaiony Venâncio, surgiu para Kleber inspirado em Vilmar Gaio, o Pistoleiro de Serra Talhada retratado em um documentário dirigido por Eduardo Coutinho para o Globo Repórter em 1977. Mesmo assim, trata-se meramente de uma referência para a frieza do personagem, e não um retrato fidedigno.

Por fim, a personagem vivida por Maria Fernanda Cândido, que se apresenta como Elza e descobrimos posteriormente ser Sara Gerber, também foi criada para a história de ficção.

Ela é uma figura misteriosa que circula entre os âmbitos de poder e ajuda na proteção de perseguidos políticos.

Também é mencionado que é ela quem financia toda a rede de proteção no prédio de dona Sebastiana (Tânia Maria), por vir de uma família rica.

Qual é o livro de 'O Agente Secreto'?

O Agente Secreto não é inspirado em livro, e por isso tem um roteiro inteiramente original escrito por Kleber. Este mesmo roteiro, no entanto, foi publicado em formato de livro após o lançamento do filme, pela editora Amarcord, e responde a perguntas deixadas sem resposta pelo longa-metragem.

ESCÂNDALO FINANCEIRO

Novo advogado de Vorcaro já defendeu José Dirceu e Walter Braga Netto

Troca de advogado é vista como um sinal para uma possível delação que seria feita pelo ex-banqueiro, que segue preso

14/03/2026 07h10

O advogado José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, passa a ter papel fundamental em meio ao escândalo financeiro e político do Master

O advogado José Luís de Oliveira Lima, conhecido como Juca, passa a ter papel fundamental em meio ao escândalo financeiro e político do Master

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O banqueiro e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, preso na Penitenciária Federal de Brasília, anunciou nesta sexta-feira, 13, a troca de sua defesa.

Para o lugar do criminalista Pierpaolo Bottini, foi escolhido o advogado José Luís de Oliveira Lima, que também já defendeu figuras políticas de destaque, como o petista e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu e o ex-ministro de Bolsonaro, Walter Braga Netto, preso e condenado por participação na trama golpista.

Também conhecido como Juca, Oliveira Lima tem mais de trinta anos de experiência e reconhecimento no meio jurídico. Foi eleito duas vezes entre os cem brasileiros mais influentes pela revista Época e, conforme o site do escritório do qual é sócio, Oliveira Lima & Dall'Acqua Advogados, é considerado um "dos quinze mais importantes advogados do Brasil".

Ele também foi presidente da Comissão de Direitos e Prerrogativas da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo (OAB-SP) e da Caixa de Assistência dos Advogados de São Paulo (CAASP); diretor da Associação dos Advogados de São Paulo (AASP); e conselheiro da OAB-SP. Atualmente, é membro do Instituto dos Advogados de São Paulo (IASP).

Diferentemente de seu antecessor na defesa de Vorcaro, Oliveira Lima é visto como um advogado mais favorável a uma delação. A troca na defesa é um sinal de que os próximos passos de Daniel Vorcaro podem ser o de colaborar com as investigações, com a entrega de novas informações.

Foi nesta sexta também que a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão preventiva de Vorcaro. Conforme mostrou o Estadão, o banqueiro afirmou a sua equipe de defesa que decidiu negociar um acordo de delação premiada.

Defesa de políticos

Juca já representou na defesa pessoas que atuam em campos opostos no xadrez político. Em 2012, foi advogado de José Dirceu no caso do Mensalão. Já no ano passado, defendeu Braga Netto no julgamento dos atos golpistas no Supremo Tribunal Federal (STF), que culminou na condenação do ex-ministro da Defesa e da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) a 26 anos de prisão.

Com bom trânsito e circulação na Suprema Corte, ele chegou a se encontrar com praticamente todos os ministros da Primeira Turma - que realizou o julgamento -, com exceção da ministra Cármen Lúcia. Na época, queixou-se de que a defesa não teve acesso integral aos autos e afirmou acreditar que o processo estava sendo acelerado, o que o impediu de analisar mais de 100 mil páginas da denúncia.

Mesmo assim, em conversa com o Estadão em março do ano passado, às vésperas do julgamento, o advogado afirmou ser contra manifestações - puxadas por bolsonaristas - de ataques ao STF.

"Eu não gosto de ataque ao Supremo Tribunal Federal. Eu não gosto de ataque aos ministros do Supremo Tribunal Federal. Eu gosto de falar dessas questões nos autos (...) Eu posso recorrer de uma decisão da Corte. Eu posso pontuar que entendo que a decisão está errada. Agora, atacar o Supremo Tribunal Federal, eu não vou fazer", disse.

Sobre já ter atuado na defesa de pessoas de diferentes lados da política, ele afirmou, na mesma entrevista, que defender a esquerda "tem muito mais charme" e angaria um apoio público mais veemente de determinados setores.

"Como eu disse, atuo há 35 anos. Eu já defendi pessoas de uma ideologia mais à esquerda, como já defendi pessoas de uma ideologia mais à direita. E esse caso (o julgamento dos atos golpistas) me ensinou uma coisa: defender a esquerda é mais charmoso para a academia, para as entidades e para a própria imprensa. Tem muito mais charme", afirmou.

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