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Goleiro Bruno defende dois pênalties, mas time do Acre é eliminado

Condenado a 22 anos pelo assassinato de Eliza Samúdio, o goleiro está em regime semi-aberto desde 2019

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Estigmatizado por ter sido condenado pela morte de Eliza Samudio, sua ex-namorada, o goleiro Bruno se transformou em atração no jogo entre Vasco-AC e Velo Clube-SP, nesta quinta-feira, no encerramento da primeira fase da Copa do Brasil.

O jogo terminou empatado por 1 a 1, com o goleiro tendo falhado no gol, mas ele se redimiu na disputa de pênaltis, quando defendeu duas cobranças e ainda converteu a quinta penalidade para os vascaínos. Mesmo assim, o time acreano perdeu a disputa por 3 a 2, sendo eliminado da competição.

Durante o jogo, Bruno despertou a atenção aos 21 minutos, não por fazer alguma defesa, mas por sentir-se mal. Uma queda de pressão deixou o goleiro no chão, acolhido por uma médica e abanado por companheiros.

No primeiro tempo ele só fez uma defesa, aos 36 minutos, num chute cruzado de Rodrigues Alves. No lance seguinte, o Vasco abriu o placar com Jean. O Velo Clube voltou melhor no segundo tempo e empatou com Ruan, aos 17 minutos.

O jogador paulista recebeu a bola sozinho e arriscou de fora da área, acertando o canto esquerdo do goleiro. Ele saltou tarde e não alcançou a bola. Certamente impediria o gol nos seus ‘melhores dias’ de Flamengo.

No intervalo do jogo, Bruno foi entrevistado pela TV da Federação do Acre, que transmitiu a partida e com alta audiência, com pico de 38 mil visitantes online. "Primeiramente, agradeço a Deus por estar aqui. Segundo, é bom estar num lar e ser acolhido desde 2020. A diferença é que, em 2020, estávamos na pandemia e hoje temos essa torcida que está incentivando a nossa equipe. A gente joga contra uma grande equipe. Optamos por uma formação mais fechada, explorando os contra-ataques, e fico feliz por nosso time ter feito o gol, isso aumenta nossa responsabilidade. Temos uma equipe muito traiçoeira do outro lado. Agora é aumentar o nível de concentração, fazer o segundo gol e buscar nossa sonhada classificação.".

Esta é a segunda passagem de Bruno pelo Acre. Em 2020, ele defendeu o Rio Branco-AC no Campeonato Acreano e na Série D do Brasileiro, disputando 18 jogos e marcando um gol, no empate por 1 a 1 com o Bragantino-PA, na Arena Acreana. O atual salário dele seria de R$ 15 mil.

Bruno chegou ao Acre no domingo e se apresentou no dia seguinte no Campo da Fazendinha, sendo regularizado no BID da CBF na quarta-feira. Antes disso, o atleta esteve no Rio de Janeiro para cumprir exigências do livramento condicional e compareceu à Justiça no dia 11 de fevereiro.

O ex-goleiro do Flamengo, Bruno foi condenado a 22 anos pelo homicídio triplamente qualificado da modelo Eliza Samudio, mãe de seu filho, ocorrido em 2010. Ele foi condenado em 2013, ficou preso até 2019, quando passou a gozar do regime semiaberto, cumprindo o resto da pena em liberdade condicional.
 

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Lula sanciona reajustes do Legislativo, mas veta penduricalhos que furam teto

Manobra dos deputados permitia que servidores recebessem até R$ 77, sendo que o teto do funcionalismo é de R$ 46,3 mil

18/02/2026 07h27

Presidente Lula vetou trecho da lei que previa um dia de licença para cada três dias de trabalho. As folgas poderiam ser

Presidente Lula vetou trecho da lei que previa um dia de licença para cada três dias de trabalho. As folgas poderiam ser "vendidas"

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o reajuste salarial das carreiras do Poder Legislativo, mas vetou dispositivos com penduricalhos que elevavam os salários de servidores da Câmara dos Deputados para além do teto constitucional.

De autoria da Mesa Diretora da Câmara, o texto criava gratificação que concede um dia de licença para cada três dias de trabalho, com possibilidade de um recebimento em dinheiro em vez da licença.

Com isso, o salário de altos funcionários da Câmara pode chegar a aproximadamente R$ 77 mil. O teto constitucional, que deveria ser o limite de recebimento de um funcionário público, é o salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF): R$ 46.366,19.

Lula sancionou parcialmente as leis que tratam dos reajustes dos servidores do Senado (15.350), Câmara (15.349) e Tribunal de Contas da União (15.351). Foram mantidos os dispositivos que estabelecem a recomposição remuneratória para 2026 nas três carreiras.

"O presidente vetou os dispositivos que previam reajustes escalonados até 2029 porque a fixação de aumentos para períodos posteriores ao término do atual mandato contraria o art. 21, inciso IV, alínea "d", da Lei de Responsabilidade Fiscal, que veda a criação de despesa obrigatória nos últimos dois quadrimestres do mandato que não possa ser cumprida integralmente dentro dele", afirmou o Planalto.

Também foram vetados trechos que autorizavam pagamentos retroativos de despesas continuadas, por afronta ao art. 169, parágrafo 1º, inciso II, da Constituição Federal; e regras que previam forma de cálculo semestral para aposentadorias e pensões, por incompatibilidade com a Emenda Constitucional nº 103/2019.

"No caso da licença compensatória, os projetos autorizavam a concessão de dias de afastamento remunerado pelo acúmulo de atividades extraordinárias - como sessões noturnas, auditorias e plantões - com possibilidade de conversão em pecúnia. Em determinadas hipóteses, os valores poderiam ultrapassar o teto constitucional do serviço público, atualmente fixado em R$ 46 366,19, razão pela qual os dispositivos foram vetados", completou o Planalto.
 

LUTO

Aos 106 anos, morre Luiz Bangbala, ogan mais antigo do Brasil

Ele exercia função no candomblé há mais de oito décadas

17/02/2026 22h00

Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, será sepultado na tarde desta terça-feira (17)

Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, será sepultado na tarde desta terça-feira (17) Foto: Milana Trindade/Divulgação

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O corpo de Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, será sepultado na tarde desta terça-feira (17), no Cemitério Jardim Mesquita, na Baixada Fluminense.

Ele morreu na noite do último domingo (15), no Rio de Janeiro, aos 106 anos e com mais de oito décadas exercendo função no candomblé. 

O religioso estava internado desde o dia 31 de janeiro no Hospital Municipal Salgado Filho, por causa de uma infecção nos rins. O falecimento foi comunicado nas redes sociais pela esposa, Maria Moreira. 

"Hoje o candomblé perdeu uma das figuras mais importantes, o Comendador Ogan Bangbala, o mais velho ogan do Brasil, o mestre dos mestres. Meu coração sangra de tanta dor, vá em paz meu amor, meu orgulho, meu mestre", escreveu a viúva.

Bangbala nasceu como Luiz Ângelo da Silva, em 21 de junho de 1919, em Salvador (BA), e lá foi iniciado no Candomblé e passou a exercer a função de ogan, pessoa responsável por tocar os atabaques e comandar o ritmo das cerimônias de recepção dos orixás. Ainda jovem se mudou para a cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde viveu até sua morte.

O ogan também foi um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy no Rio de Janeiro, e gravou dezenas de álbuns de cânticos de candomblé em língua iorubá. Em 2014, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República. Bangbala também já foi homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu, em 2020, e tema de uma exposição organizada pelo Centro Cultural Correios, em 2024.

O babalorixá Ivanir dos Santos definiu o ogan como "o grande griot das nossas tradições, não só dos ritos dos orixás, mas também dos ritos fúnebres". O termo "griot" designa as pessoas que guardam as memórias dos povos africanos.

"Ele nos deixou, mas vai sempre continuar presente aos nossos afazeres, no dia-a-dia dessas práticas. Agora ele também é um ancestral nosso. Que continua nos iluminando e sendo presente nas nossas ações dentro das casas de candomblé, dos blocos afros, dentro dessa cultura tão vasta que marca a identidade do povo afro-brasileiro", complementou Santos.

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