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logística

Governo definirá rede de rodovias relevantes do País e poderá federalizar estradas regionais

Ministério dos Transportes criou um grupo de trabalho que definirá a Rede Nacional de Integração (Rinter), um conjunto de rodovias consideradas as mais importantes do País

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O Ministério dos Transportes criou um grupo de trabalho que definirá a Rede Nacional de Integração (Rinter), um conjunto de rodovias consideradas as mais importantes do País. Na prática, isso poderá levar a transferência da gestão de rodovias estaduais para o governo federal.

Observando essas e outras possibilidades de federalização, o grupo terá foco em revisar "normas e procedimentos que possam trazer celeridade e transparência ao processo de incorporação de rodovias".

A Rinter é prevista pela Lei 12.379, de 2011, mas ainda não há definição sobre quais rodovias devem compô-la. Segundo a lei, fazem parte da Rinter as vias que satisfazem a pelo menos um dos seguintes requisitos: promovem a integração regional, interestadual e internacional; ligam capitais de Estados ou ao Distrito Federal; atendem a fluxos de transporte de grande relevância econômica; e provém ligações indispensáveis à segurança nacional.

O Ministério dos Transportes explica, porém, que nem todas as rodovias que se enquadram nesses critérios serão federalizadas, ainda que sejam incluídas na Rinter. "Essa análise visa categorizar os segmentos à luz da legislação", explica a pasta.

Para as demais possibilidades de incorporação, o ministério diz que esse é um procedimento pontual que visa reverter a descontinuidade de corredores e a incompatibilidade de características técnicas de segmentos estaduais e federais em uma mesma rota logística, "que acabam por prejudicar a segurança, a trafegabilidade e a eficiência do transporte naquele segmento".

A primeira reunião do grupo técnico está prevista para a próxima sexta-feira, 23. A equipe terá representantes de secretarias da pasta, do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Infra S.A. Os trabalhos terão prazo de vigência de 90 dias, automaticamente prorrogáveis pelo mesmo período, e serão extintos "com a plena consecução dos objetivos", conforme prevê portaria publicada nesta sexta-feira, 16.

Caso Master

PF cumpre buscas contra Jaques Wagner, líder do governo no Senado

Além de mirar endereços de Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília

18/06/2026 07h16

O petista Jaques Wagner foi governador da Bahia e atualmente é líder do Governo Lula no Senado

O petista Jaques Wagner foi governador da Bahia e atualmente é líder do Governo Lula no Senado

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A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta quinta-feira, 18, a nona fase da Operação Compliance Zero e tem como alvo principal de busca e apreensão o senador Jaques Wagner (PT), líder do governo Lula no Senado. A investigação apura fraudes envolvendo o Banco Master e o PT da Bahia, os vínculos do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e a suposta participação do parlamentar no esquema.

Além de mirar endereços de Wagner, os investigadores cumprem buscas em empresas e residências de Augusto Lima na Bahia, São Paulo e Brasília. Lima é ex-sócio de Vorcaro e foi o responsável por implementar no governo da Bahia, quando Wagner era governador, um sistema de crédito consignado para servidores públicos que posteriormente foi levado para o Banco Master. O Credcesta constituía o principal ativo financeiro do banco.

A defesa dele ainda não se manifestou.

Ao todo, são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, André Mendonça.

A decisão também determina medidas cautelares, entre elas a proibição de contato entre os investigados, a suspensão de passaportes e o uso de monitoração eletrônica.

Operação mira braço do Master no PT da Bahia. Essa é a primeira fase da operação que mira políticos aliados do presidente Lula.

O empresário Augusto Lima chegou a ser preso na primeira fase da Compliance Zero, em novembro do ano passado, mas foi solto pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) e não foi alvo de outras fases. A suspeita da PF é que ele também atuou na operação fraudulenta de venda do Master ao Banco Regional de Brasília (BRB).

Ele é considerado um empresário influente na Bahia com trânsito entre políticos do PT e também da oposição.

Em fases anteriores, a PF já mirou o senador Ciro Nogueira (PP-PI), que foi ministro da Casa Civil do ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Estadão pediu manifestação de Jacques Wagner sobre a operação. O espaço está aberto.

BTG/Nexus

Para 42%, tarifaço dos EUA é culpa de Flávio Bolsonaro; 39% culpam Lula

Estados Unidos avisaram que a partir de setembro começam a cobrar uma tarifa extra de 25% sobre uma série de produtos brasileiros

15/06/2026 07h25

Tarifaço dos EUA foi anunciado por Donald Trump dias depois de receber Flávio Bolsonaro na Casa Branca

Tarifaço dos EUA foi anunciado por Donald Trump dias depois de receber Flávio Bolsonaro na Casa Branca

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Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 15, mostra que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) é apontado como culpado pelas recomendações dadas pelo governo dos Estados de impor novas tarifas contra produtos brasileiros por 42% dos entrevistados. Outros 39% disseram que a culpa é do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Como a margem de erro do levantamento é de dois pontos porcentuais, Flávio e Lula estão empatados tecnicamente, apesar de o senador estar numericamente à frente como o principal culpado pela recomendação dada pelo governo de Donald Trump contra o Brasil. Outros 11% dizem que não é culpa nem de Lula, nem de Flávio, mas uma decisão tomada pelos Estados Unidos de forma independente.

Outra decisão recente do governo norte-americano sobre o Brasil - a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas - também foi medida pela pesquisa. Para 37%, a decisão vai ameaçar a segurança dos brasileiros. Outros 30% disseram que a classificação, na verdade, vai melhorar a segurança dos brasileiros. Para 23%, não vai mudar nada.

ECONOMIA

A maioria dos brasileiros, 49%, acredita que a situação econômica do País é ruim ou péssima. É o que aponta pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira, 15.

Segundo o levantamento, são 19% os eleitores que consideram a economia brasileira como ótima ou boa, enquanto 31% acham que a situação está regular. Não sabem ou não responderam somam 1%.

A pesquisa também mostra que 42% dos brasileiros dizem não estar endividados, enquanto 33% dizem ter compromissos financeiros, mas estão adimplentes, e 25% têm dívidas atrasadas há mais de 30 dias.

O Nexus ouviu 2.017 entrevistados, por telefone, nas 27 unidades da Federação, de 12 a 14 de junho. A margem de erro é de 2 p.p., para mais ou para menos, com um intervalo de confiança de 95%. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-06645/2026.

 

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