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Acidente de trabalho: conheça os direitos previdenciários e saiba quando procurar ajuda jurídica

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Um acidente de trabalho acontece em questão de segundos. Mas as consequências podem acompanhar o trabalhador por meses, anos ou até por toda a vida.

Infelizmente, a realidade que enfrentamos diariamente em nosso escritório revela que o INSS, longe de atuar de forma automática ou acolhedora, frequentemente impõe barreiras burocráticas que impedem o acesso a benefícios essenciais. Não se engane: a dignidade financeira após um acidente não é uma concessão espontânea da autarquia, mas um direito que precisa ser defendido com firmeza e conhecimento técnico.

Neste artigo, detalhamos como você deve agir para não ser vítima de injustiças e por que a proatividade, aliada ao suporte de uma advocacia previdenciária combativa, é o único caminho seguro para garantir que cada um de seus direitos seja rigorosamente respeitado.

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Revisão de contrato: Antes de brigar pelos juros, olhe as tarifas e seguros

Leandro Amaral Provenzano (OAB/MS 13.035), sócio do escritório Provenzano Advogados

30/07/2026 00h03

Leandro Provenzano

Leandro Provenzano Foto: Montagem / Correio do Estado

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Quando alguém desconfia do próprio financiamento ou do empréstimo a primeira coisa que faz é olhar a taxa de juros. E quase sempre esse é o lugar errado para começar.

A régua da taxa mudou faz tempo, embora a crença antiga sobreviva nas conversas de balcão, não existe mais aquele limite de 1% ao mês, ou 12% ao ano. O Superior Tribunal de Justiça firmou que juros altos, por si sós, não são juros abusivos. O critério passou a ser comparativo: a taxa contratada só se torna questionável quando destoa de forma relevante da média que o Banco Central divulga para aquela mesma modalidade de crédito, no mês em que o contrato foi assinado.

Crédito pessoal, consignado, financiamento de veículo e rotativo do cartão têm médias próprias, e bem diferentes entre si.

Ressalvadas algumas exceções como aqueles bancos que oferecem créditos até para negativados, em regra os bancos trabalham com juros colados nessa média de mercado, e discutir apenas os juros costuma não ser suficiente para subsidiar uma ação de revisional de contrato.

O dinheiro que o consumidor efetivamente perde está em outro lugar: nas linhas de baixo do contrato, aquelas que ninguém lê porque parecem detalhe.

A primeira delas é o seguro. É comum que o financiamento venha com um seguro prestamista embutido, contratado com a seguradora do próprio grupo econômico do banco, sem que ninguém tenha perguntado ao cliente se ele queria aquilo. O STJ é claro: o consumidor não pode ser obrigado a contratar seguro com a instituição financeira nem com a seguradora que ela indicar. Vale registrar, porém, que isso não torna todo seguro embutido automaticamente ilegal, o que se discute é a liberdade de escolha. Se o cliente foi informado, pôde recusar e pôde optar por outra seguradora, o seguro é válido. Se lhe foi apresentado como parte inseparável do pacote, é venda casada, e o prêmio pago deve ser devolvido.

A segunda são as tarifas. Aqui convém ser honesto, porque circula muita informação errada. Nem toda tarifa é indevida. A avaliação do bem dado em garantia e o ressarcimento da despesa com o registro do contrato são cobranças legítimas, desde que o serviço tenha sido efetivamente prestado e o valor não seja excessivo. O que os tribunais reprovam é outra coisa: a cláusula genérica de "serviços de terceiros", sem dizer que serviço é esse, e a cobrança da comissão do correspondente bancário, aquele intermediário que aproximou o cliente do banco. Também são indevidas, em contratos posteriores a abril de 2008, a antiga tarifa de abertura de crédito e a tarifa de emissão de carnê.

Há ainda três verificações rápidas que qualquer pessoa pode fazer sozinha. A multa por atraso, em contrato de consumo, não pode passar de 2% da parcela. O Custo Efetivo Total, o CET, precisa estar informado com clareza, e é ele, não a taxa nominal, que revela o preço real do crédito.

Se o contrato prevê comissão de permanência, atenção: esse encargo foi extinto pela regulamentação do Conselho Monetário Nacional e não pode ser cobrado em contratos firmados a partir de setembro de 2017, ainda que exista cláusula expressa. É cobrança indevida pura e simples.

Nada disso significa que a ação revisional seja um bilhete premiado. Quem perde paga honorários de sucumbência, perícia contábil custa caro, e parar de pagar as parcelas na esperança de uma liminar é o caminho mais rápido para ter o nome negativado e a dívida vencida antecipadamente.

O ponto é outro, e é bem mais simples. Antes de discutir a taxa, pegue o contrato e leia o quadro de despesas. Some o seguro, as tarifas e os "serviços" que você não sabe explicar. Em financiamentos de veículo e imóvel, esse conjunto costuma representar milhares de reais, dinheiro que, se cobrado indevidamente, é seu e pode ser recuperado.

Juros justos se provam com números. O resto do contrato, também.

Leandro Amaral Provenzano (OAB/MS 13.035), sócio do escritório Provenzano Advogados

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Sistema de Relacionamento com Cliente: o cérebro invisível das empresas modernas

Por Arthur Maximilliano, fundador da RetenMax

28/07/2026 00h03

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

COLUNISTA ARTHUR MAXIMILIANO

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Sabe aquela sensação de conversar com alguém que lembra exatamente do que vocês falaram meses atrás? Que se lembra das suas preferências, do seu último pedido, até daquela promessa que fez? Isso não é sorte — é sistema.

No mercado atual, onde todo mundo briga pela mesma atenção, o relacionamento virou o verdadeiro diferencial. E aqui está o segredo que separa empresas que crescem de forma consistente daquelas que vivem no improviso: o CRM não é só uma ferramenta de vendas. Ele é o cérebro invisível da operação.

Quando a memória mora na cabeça de uma pessoa só

A maioria das empresas ainda opera assim: planilhas espalhadas, lembretes no WhatsApp, aquele post-it grudado no monitor. O vendedor sai de férias e leva consigo metade da história dos clientes. Alguém esquece de retornar um contato importante. A oportunidade esfria e você nem sabe por quê.

Um CRM bem implementado acaba com essa fragilidade. Ele transforma dados soltos em estratégia, contatos frios em relacionamentos quentes, e principalmente: tira suas decisões do campo do achismo.

O mapa que mostra onde você está perdendo dinheiro

Empresas com CRM não apenas vendem mais — elas entendem como vendem. É como ter um GPS do processo comercial: você vê quantos leads entraram, onde eles travaram, quais argumentos funcionaram, em que momento o cliente desistiu.

Essa visão muda tudo. Porque sem ela, cada venda parece um milagre. Com ela, cada venda se torna um processo replicável.

E é aí que mora a previsibilidade: você deixa de torcer para vender e passa a saber quanto vai vender.

Do improviso para a inteligência de verdade

Ter um CRM é parar de depender da memória de quem está vendendo. O sistema avisa automaticamente: "Fulano está há 5 dias sem retorno", "Esse lead demonstrou interesse em produto X", "Hora de fazer follow-up com Sicrano".

Isso é inteligência comercial na prática. Enquanto umas empresas repetem os mesmos erros todo mês, outras aprendem com os próprios dados e afinam o processo.

Tecnologia que aproxima, não afasta

Muita gente acha que CRM deixa a venda robotizada. É exatamente o contrário.

Quando você registra que o cliente prefere ser chamado pelo apelido, que está de aniversário em junho, que comprou pensando no filho — você personaliza de verdade. E quando esse sistema conversa com WhatsApp, e-mail, redes sociais, você cria uma experiência única, mesmo tendo 10, 20 vendedores na equipe.

O cliente não percebe a ferramenta. Ele percebe que foi lembrado.

A cultura vale mais que o software

Aqui vai uma verdade incômoda: a melhor plataforma do mundo não funciona se a equipe não alimenta o sistema. CRM só entrega resultado quando todo mundo entende que registrar informação não é burocracia — é construir memória empresarial.

Cada atualização de status, cada anotação de conversa, cada detalhe registrado é um tijolo na base da maturidade da sua gestão.

CRM não é controle. É clareza. E clareza é o combustível de quem quer crescer com consciência.

O futuro já chegou (e é mais esperto que você imagina)

Os CRMs de hoje já usam inteligência artificial para prever comportamentos. Eles apontam quais clientes têm mais chance de fechar, quem está prestes a cancelar, qual produto deve ser oferecido agora.
Não é mais só sobre o que aconteceu. É sobre o que vai acontecer.

No final das contas, o CRM deixou de ser apenas uma ferramenta. Ele se tornou a ponte entre dados e decisões, entre pessoas e resultados, entre o que você promete e o que você entrega de fato.

 

Arthur Maximilliano é fundador da RetenMax, empresa de Transformação Empresarial que atua em Tecnologia, Financeiro e Cultura, com projetos em Inteligência Artificial e Business Intelligence.

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