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INTERNACIONAL

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU

Presidente disse que ação violou direito internacional e soberania

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse Lula, por meio das redes sociais. 

"A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."

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LUTO

Aos 106 anos, morre Luiz Bangbala, ogan mais antigo do Brasil

Ele exercia função no candomblé há mais de oito décadas

17/02/2026 22h00

Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, será sepultado na tarde desta terça-feira (17)

Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, será sepultado na tarde desta terça-feira (17) Foto: Milana Trindade/Divulgação

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O corpo de Ogan Bangbala, reconhecido como o ogan mais velho do Brasil, será sepultado na tarde desta terça-feira (17), no Cemitério Jardim Mesquita, na Baixada Fluminense.

Ele morreu na noite do último domingo (15), no Rio de Janeiro, aos 106 anos e com mais de oito décadas exercendo função no candomblé. 

O religioso estava internado desde o dia 31 de janeiro no Hospital Municipal Salgado Filho, por causa de uma infecção nos rins. O falecimento foi comunicado nas redes sociais pela esposa, Maria Moreira. 

"Hoje o candomblé perdeu uma das figuras mais importantes, o Comendador Ogan Bangbala, o mais velho ogan do Brasil, o mestre dos mestres. Meu coração sangra de tanta dor, vá em paz meu amor, meu orgulho, meu mestre", escreveu a viúva.

Bangbala nasceu como Luiz Ângelo da Silva, em 21 de junho de 1919, em Salvador (BA), e lá foi iniciado no Candomblé e passou a exercer a função de ogan, pessoa responsável por tocar os atabaques e comandar o ritmo das cerimônias de recepção dos orixás. Ainda jovem se mudou para a cidade de Belford Roxo, na Baixada Fluminense, onde viveu até sua morte.

O ogan também foi um dos fundadores do afoxé Filhos de Gandhy no Rio de Janeiro, e gravou dezenas de álbuns de cânticos de candomblé em língua iorubá. Em 2014, recebeu a Ordem do Mérito Cultural, concedida pela Presidência da República. Bangbala também já foi homenageado pela escola de samba Unidos do Cabuçu, em 2020, e tema de uma exposição organizada pelo Centro Cultural Correios, em 2024.

O babalorixá Ivanir dos Santos definiu o ogan como "o grande griot das nossas tradições, não só dos ritos dos orixás, mas também dos ritos fúnebres". O termo "griot" designa as pessoas que guardam as memórias dos povos africanos.

"Ele nos deixou, mas vai sempre continuar presente aos nossos afazeres, no dia-a-dia dessas práticas. Agora ele também é um ancestral nosso. Que continua nos iluminando e sendo presente nas nossas ações dentro das casas de candomblé, dos blocos afros, dentro dessa cultura tão vasta que marca a identidade do povo afro-brasileiro", complementou Santos.

sigilo

PF faz buscas para investigar vazamento de dados da Receita de ministros do Supremo

Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e na Bahia

17/02/2026 08h01

Investigação sobre suposto vazamento começou depois da descoberta do contrato da mulher de Alexandre de Moraes com o banco Master

Investigação sobre suposto vazamento começou depois da descoberta do contrato da mulher de Alexandre de Moraes com o banco Master

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Por determinação do Supremo Tribunal Federal, a Polícia Federal cumpriu, nesta terça-feira de Carnaval, 17, quatro mandados de busca e apreensão em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia, no âmbito de investigação que apura possíveis vazamentos de dados da Receita Federal de ministros da Corte e de seus familiares.

A medida foi tomada após representação da Procuradoria-Geral da República.

Além das buscas, foram determinadas medidas cautelares, entre elas o monitoramento por tornozeleira eletrônica, o afastamento do exercício de função pública, o cancelamento de passaportes e a proibição de saída do País dos investigados.

Em janeiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes abriu de ofício um inquérito para investigar se a Receita Federal e o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) quebraram de forma irregular o sigilo fiscal de ministros da Corte e familiares.

Segundo apurou o Estadão, a Receita questiona o inquérito, uma vez que, de acordo com interlocutores, o órgão não tem dados de contratos particulares e, além disso, o acesso a informações sigilosas sem procedimento fiscal aberto é uma prática sujeita a pena de demissão.

As suspeitas de que dados sigilosos de ministros e seus familiares foram vazados surgiu após o estouro da Operação Compliance Zero, que investiga o Banco Master.

Em dezembro, o jornal O Globo revelou detalhes do contrato da mulher de Moraes, Viviane Barci de Moraes, para a defesa dos interesses do Banco Master e de Daniel Vorcaro no Banco Central, na Receita Federal e no Congresso Nacional.

De acordo com o contrato, assinado em janeiro de 2024, o escritório de Viviane receberia R$ 3,6 milhões por mês ao longo de três anos. Caso tivesse sido cumprido integralmente, o escritório Barci de Moraes Associados receberia R$ 129 milhões até o início de 2027.

Quando o inquérito que apura possíveis vazamentos de dados fiscais de ministros do Supremo e de familiares foi aberto por Alexandre de Moraes, o Estadão apurou, sob reserva, que um grupo de ministros defende que a investigação esclareça se houve vazamento de informações sigilosas por parte de órgãos federais.

Outra ala da Corte, no entanto, avalia que o novo inquérito pode ser interpretado como uma forma de pressão ou represália a órgãos de controle.
 

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