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INTERNACIONAL

Lula condena ataque dos EUA à Venezuela e cobra resposta da ONU

Presidente disse que ação violou direito internacional e soberania

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se pronunciou na manhã deste sábado sobre os ataques dos Estados Unidos è Venezuela e a captura do presidente venezuelano Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores. Lula condenou a ação militar e cobrou uma resposta vigorosa da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional. Atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo", disse Lula, por meio das redes sociais. 

"A condenação ao uso da força é consistente com a posição que o Brasil sempre tem adotado em situações recentes em outros países e regiões. A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz. A comunidade internacional, por meio da Organização das Nações Unidas, precisa responder de forma vigorosa a esse episódio. O Brasil condena essas ações e segue à disposição para promover a via do diálogo e da cooperação."

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DECISÃO

Greve na Petrobras: justiça determina que ao menos 80% dos funcionários voltem à atividade

Os funcionários entraram em greve à 0h do último dia 15 de dezembro após três propostas para Acordo Coletivo de Trabalho apresentadas pela empresa terem sido rejeitadas

27/12/2025 17h00

Sede da Petrobrás

Sede da Petrobrás Imagem: Agência Petrobras

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O Tribunal Superior do Trabalho (TST) determinou neste sábado, 27, a manutenção de 80% dos trabalhadores da Petrobras em atividade em cada uma das unidades da empresa. A decisão veio após um pedido de tutela de urgência ajuizado pela Petrobras por conta de uma greve nacional por prazo indeterminado que teve início no último dia 15.

Além do porcentual mínimo, também ficou definido que entidades sindicais não poderão impedir o livre acesso aos equipamentos ou ao escoamento da produção. A multa, em caso de descumprimento, foi fixada em R$ 200 mil reais por dia.

"Tal medida encontra amparo, especialmente, no fato de que o processo de negociação coletiva ainda se encontra em curso, bem como na circunstância de que treze entidades sindicais aprovaram a proposta apresentada, com ampla maioria em suas assembleias, permanecendo o movimento paredista restrito a determinados segmentos", consta na decisão do ministro Vieira de Mello Filho, presidente do TST.

Ele ainda marcou uma audiência de conciliação entre a Petrobras e entidades representativas dos trabalhadores na sede do próprio TST no próximo dia 2 de janeiro, às 14h. Caso ainda assim não haja acordo, será feita uma sessão extraordinária na Seção Especializada em Dissídios Coletivos (SDC) do TST, em 6 de janeiro, às 13h30.

Após a decisão, a Federação Única dos Petroleiros (FUP) afirmou que "está analisando, conjuntamente com o Sindipetro-NF, os passos jurídicos que serão tomados em proteção ao direito de greve dos trabalhadores e à garantia das conquistas do Acordo Coletivo de Trabalho)". O Estadão buscou contato com a Frente Nacional dos Petroleiros (FNP) e a Petrobras por posicionamento a respeito do fato, mas não obteve retorno até a publicação desta reportagem.

Greve na Petrobras

Os funcionários da Petrobras entraram em greve à 0h do último dia 15 de dezembro, uma segunda-feira, após três propostas para Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) apresentadas pela empresa terem sido rejeitadas. No último domingo, 21, a FUP considerou "avanços significativos" nas negociações, mas a greve se manteve

A paralisação engloba 14 sindicatos filiados à FUP, que conta com 32 mil afiliados e 101 mil trabalhadores, e quatro filiados à FNP, que representa por volta de 26 mil trabalhadores do Sistema Petrobras, que envolve Estados como São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Minas Gerais, Amazonas e Paraná.

As entidades não aprovaram o aumento real proposto pela empresa, de 0,5%, no mesmo ano em que a Petrobras desembolsou R$ 37,3 bilhões em dividendos (números entre janeiro e setembro). "A oferta é um desrespeito frente aos lucros recordes da companhia", disse a FNP, que considerou as propostas "indignas" em comunicado.

Os sindicatos também pedem uma solução para os Planos de Equacionamento dos Déficits (PEDs) da Fundação Petrobras de Seguridade Social (Petros), fundo de pensão que administra os planos de previdência complementar aos funcionários. Os PEDs buscam equilibrar um plano de previdência que registra déficit atuarial (quando os compromissos de pagamentos futuros superam os recursos disponíveis), o que faz com que haja cobrança de contribuições extraordinárias de seus participantes para cobrir o valor do déficit.

À época, a Petrobras afirmou, em nota enviada ao Estadão, que adotou medidas de contingência para assegurar a continuidade das operações, que o abastecimento ao mercado estaria garantido e que não haveria impacto na produção de petróleo e derivados.

"A empresa respeita o direito de manifestação dos empregados e mantém um canal permanente de diálogo com as entidades sindicais, independentemente de agendas externas ou manifestações públicas", informou a nota.

plano imperfeito

Na fuga, Silvinei alegou ser portador de câncer gravíssimo

Ele levava um papel no qual dizia que não tinha condições de falar nem de compreender aquilo que lhe seria indagado. Dizia estar buscando tratamento em El Salvador

27/12/2025 07h13

O ex-diretor da PRF Silinei Vasques foi entregue na noite desta sexta-feira (26) para polícia paraguaia à PF, em Foz do Iguaçu

O ex-diretor da PRF Silinei Vasques foi entregue na noite desta sexta-feira (26) para polícia paraguaia à PF, em Foz do Iguaçu

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Em sua fuga pelo Paraguai, o ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques apresentou às autoridades um passaporte falso em nome de um paraguaio, Julio Eduardo, e uma declaração em que afirmava ter um tipo de câncer na cabeça e não conseguir falar. Ele foi preso no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, nesta sexta-feira (26) ao tentar embarcar para El Salvador.

Segundo a Polícia Federal, Silvinei portava um documento intitulado “Declaração Pessoal para Autoridades Aeroportuárias”, no qual alegava sofrer de Glioblastoma Multiforme – Grau IV, um tipo agressivo de câncer cerebral.

No texto, afirmava que não falava nem ouvia “devido a uma condição médica grave” e solicitava que eventual comunicação fosse feita por escrito.

“Eu, a pessoa que apresenta este documento, informo que não falo nem ouço, devido a uma condição médica grave. Tenho diagnóstico de Glioblastoma Multiforme – Grau IV, câncer localizado na cabeça (cérebro), doença oncológica de prognóstico grave, razão pela qual não posso me comunicar verbalmente nem compreender instruções orais. Por esse motivo, não posso responder perguntas de forma falada”, declarou Silvinei.

O ex-diretor da PRF Silinei Vasques foi entregue na noite desta sexta-feira (26) para polícia paraguaia à PF, em Foz do IguaçuTexto sobre supostos câncer estava em espanhol

O ex-diretor da PRF dizia ainda que viajava para San Salvador, em voo da Copa Airlines, com o objetivo exclusivo de realizar tratamento médico de radiocirurgia, procedimento que, segundo a declaração, poderia “prolongar o período de vida”. O documento também mencionava autorização médica para a viagem e o porte de medicamentos de uso contínuo.

A prisão ocorreu na madrugada desta sexta-feira, após alerta da adidância da Polícia Federal brasileira às autoridades paraguaias.

De acordo com informações enviadas pela PF ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, Silvinei deixou a residência onde morava, em São José (SC), ainda na noite de quarta-feira (24), horas antes de a tornozeleira eletrônica apresentar falhas. O equipamento teria sido rompido na madrugada do Natal.

Imagens analisadas pela PF mostram que, por volta das 19h22 daquele dia, Silvinei saiu do condomínio após carregar um carro alugado com sacolas, ração e tapetes higiênicos para animais. Ele também embarcou com seu cachorro da raça pitbull.

Equipes da Polícia Penal de Santa Catarina e da Polícia Federal estiveram no endereço nas horas seguintes, mas o ex-diretor da PRF já não se encontrava no local.

Vasques ainda alugou um carro para deixar o Brasil enquanto o veículo que usava normalmente (um Jeep Renegade) circulava pelas ruas de cidades de Santa Catarina.

Condenação no STF
 

Silvinei Vasques foi condenado a 24 anos e 6 meses de prisão pelo STF por integrar o núcleo 2 da trama golpista, responsável, segundo a Corte, pela elaboração da chamada “minuta do golpe” e por ações para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.

Devolvido

O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF) Silvinei Vasques já está sob custódia da Polícia Federal (PF).  Por volta das 20h, o ex-diretor foi levado pela polícia paraguaia para a fronteira com o Brasil e entregue a agentes da PF na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, a Ciudad del Leste. Dali seria transferido para Brasília

Após ser informado sobre a fuga, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a prisão preventiva do ex-diretor.

 

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