Brasil

EXPECTATIVA

Presidente da Petrobras diz que descoberta 'esquenta' blocos na Margem Equatorial

A Petrobras anunciou na noite desta sexta-feira ter encontrado petróleo na bacia da Foz do Amazonas, mas ainda não se sabe a quantidade

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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard, afirmou ao jornal O Globo que a descoberta de petróleo em poço exploratório de Morpho, na bacia da Foz do Amazonas, na Margem Equatorial brasileira, mostra um sistema petrolífero ativo, mas salienta que ainda é necessário continuar a delimitar a descoberta e saber quanto óleo tem na região. "É uma descoberta, mas ainda não é uma descoberta comercial. Agora, nós vamos continuar furando o poço até o fundo", afirmou.

Ela avaliou, porém, que a descoberta anunciada na noite de sexta-feira, 14, "esquenta" o bloco e os demais a sua volta. "Eu acho que esquenta toda a área. E nos anima na direção de uma nova província. Uma província que, se se desenhar conforme a expectativa, contribui bastante para a reposição de reservas que a gente precisa para o pós-pico do pré-sal", disse.

De acordo com Magda, os trabalhos no poço de Morpho devem terminar entre o fim de agosto e início de setembro. Ela citou que a Petrobras possui outros três poços no bloco FZA-M-59, onde está sendo realizada a exploração, e explicou que a companhia já solicitou ao Ibama licença para perfurar os demais.

"Esse poço (com a presença de hidrocarbonetos) é o firme. E tem o pedido de autorização para mais três poços no bloco. Quando pedimos a licença, a gente pediu tudo junto. O Ibama ainda está analisando mais três poços, e o passo seguinte é furar os outros três", disse.

Segundo a presidente da Petrobras, não há previsão para a concessão das novas licenças. "Mas vai dar. Não vejo razão para negar a licença", disse.

liberdade religiosa e de expressão

TSE mantém decisão que derrubou publicações sobre a padroeira

Medida mantém proibição de 1.125 publicações que ligavam Flávio Bolsonaro a uma possível retirar do título de padroeira do Brasil de Nossa Senhoa Aparecida

01/10/2026 06h51

Padroeira do Brasil virou centro dos debates políticos após postagem de humorista dizendo que miliciano resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida

Padroeira do Brasil virou centro dos debates políticos após postagem de humorista dizendo que miliciano resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida

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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) manteve nesta quarta-feira, 30, por maioria, a decisão do ministro André Mendonça que determinou a derrubada de 1.125 publicações em redes sociais que associavam o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) a um projeto de lei para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil.

Além do relator, os ministros Nunes Marques, Dias Toffoli, Sebastião Reis Júnior e Estela Aranha votaram para manter a ordem de remoção das postagens que associavam Flávio ao boato. Ricardo Villas Bôas Cueva e Floriano de Azevedo Marques divergiram parcialmente e entenderam que apenas os conteúdos notoriamente inverídicos devem ser retirados.

Entre as publicações derrubadas está a do humorista Antonio Tabet, que escreveu: "A família miliciana odeia tanto mulher preta, que resolveu atacar Nossa Senhora Aparecida!". Embora tenha determinado inicialmente a remoção da postagem, Mendonça ajustou seu voto na noite desta quarta-feira após Villas Bôas Cueva defender que o conteúdo deveria ser mantido para preservar a liberdade de expressão, uma vez que há dúvida sobre se a publicação faz referência a Flávio. Com isso, o relator decidiu liberar a postagem.

Após a ordem de Mendonça, proferida na sexta-feira, 25, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino atendeu a um pedido de Tabet e liberou as postagens que associavam o presidenciável ao boato. Depois, o ministro Luiz Fux derrubou a decisão de Dino, restabelecendo os efeitos da liminar de Mendonça.

Diante da divergência entre os ministros, o presidente do STF, Edson Fachin, cogitou pautar o caso no plenário presencial da Corte. Entretanto, foi desaconselhado por colegas, que buscavam evitar novos embates entre os magistrados.

liberdade religiosa

Dino manda PF investigar disseminação de ataques a imagens católicas

Dino relatou ataques em Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA)

30/09/2026 12h24

"Temos um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados", escreveu o ministro em seu despacho

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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta quarta-feira (30) que a Polícia Federal (PF) investigue uma aparente disseminação de ataques a imagens religiosas católicas pelo país. 

Dino disse ter recebido uma série de denúncias relativas a ataques a imagens de santos, alguns dentro de igrejas, desde que decidiu, no último domingo (27), restabelecer a publicação na internet de posts com críticas a um projeto de destituição de Nossa Senhora Aparecida do título de padroeira do Brasil. 

“Chegaram ao Gabinete, por vários meios, notícias de várias partes do Brasil demonstrando uma aparente onda de ataques nos últimos meses contra IMAGENS RELIGIOSAS”, escreveu o magistrado

No despacho desta quarta, o ministro citou 11 casos noticiados nos últimos meses, com ataques a imagens católicas nas cidades de Cuiabá, Salvador, Maceió, Londrina (PR), Rio Grande (RS), Esmeraldas (MG), Jauru (MT), Santo Amaro (BA) e Novo Progresso (PA). 

“Assim, temos um quadro bastante grave, em que existem indícios de crimes variados, tais como: ultraje a culto, na modalidade vilipêndio; preconceito religioso; violência contra práticas religiosas; injúria qualificada por elemento religioso; ameaça, furto, dano, incêndio e violação de domicílio”, elencou o ministro. 

Dino afirmou que a atuação da PF se justifica “considerando a repercussão interestadual, a necessidade de repressão uniforme e a natureza aparente de crimes contra os direitos humanos”.

O ministro também determinou que a Procuradoria-Geral da República atue no caso.

Entenda 

Nesta semana, Dino se envolveu em uma polêmica em torno de uma suposta destituição de Nossa Senhora Aparecida do posto de padroeira do Brasil. O tema emergiu no debate público na semana passada, a partir de análises segundo as quais grupos ligados ao presidenciável Flávio Bolsonaro pretendiam levar adiante esse projeto, caso ele vencesse a eleição. 

O candidato nega qualquer intenção nesse sentido e pediu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para derrubar publicações que o associassem a qualquer ataque a Nossa Senhora Aparecida. 

O ministro do TSE André Mendonça atendeu ao pedido e concedeu uma liminar (decisão provisória) para retirar as postagens do ar. No dia seguinte, entretanto, Dino acolheu um pedido do humorista Antonio Tabet, que alegou cerceamento da liberdade de expressão, e derrubou a decisão de Mendonça. 

Flávio Bolsonaro recorreu então ao ministro Luiz Fux, relator da ação sobre o Marco Civil da Internet no STF, que decidiu suspender os efeitos da decisão de Dino e restabelecer a ordem de Mendonça. 

 

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