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Setor do agro comemora redução de impostos sobre diesel

A CNA havia encaminhado ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitando a redução imediata e temporária das alíquotas de PIS e Cofins

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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) avaliou, em nota, que a decisão do governo federal de zerar as alíquotas de PIS/Pasep e Cofins sobre o diesel pode ajudar a mitigar os impactos da alta dos combustíveis na economia. A medida foi anunciada na quinta-feira (12) pelo governo federal.

Segundo a CNA, a redução dos tributos pode contribuir para diminuir custos de produção no campo e ajudar a conter o avanço dos preços dos alimentos ao consumidor, além de aliviar pressões inflacionárias.

A entidade afirma que o corte nas cobranças também tende a reduzir despesas logísticas e operacionais do setor agropecuário, especialmente em um momento considerado estratégico para a produção agrícola.

Na terça-feira (10), a confederação havia encaminhado ofício ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, solicitando a redução imediata e temporária das alíquotas de PIS e Cofins sobre o óleo diesel.

O pedido foi motivado pelos recentes aumentos nos preços do petróleo e de seus derivados no mercado internacional, influenciados pela escalada dos conflitos no Oriente Médio.

De acordo com a CNA, o atual período é sensível para o setor agropecuário, marcado pela colheita da primeira safra e pelo plantio da segunda safra, fases em que o custo do combustível afeta diretamente as despesas de produção e a atividade econômica. Juntos, PIS/Pasep e Cofins representam cerca de 10,5% do valor do diesel comercializado no País.

Recuperação extrajudicial

Grande Rede de supermercados anuncia acordo para renegociar dívida de R$ 4,5 bilhões

Lojas, trabalhadores e fornecedores não serão afetados, diz grupo

10/03/2026 16h15

O projeto atinge apenas as dívidas sem garantias

O projeto atinge apenas as dívidas sem garantias Divulgação

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O Grupo Pão de Açúcar (GPA) anunciou, nesta terça-feira (10), que fechou acordo com seus principais credores para apresentar um plano de recuperação extrajudicial. Se aprovada, a medida permitirá à empresa renegociar parte de suas dívidas diretamente com os detentores de créditos, sem mediação da Justiça.

Com efeitos imediatos, o projeto atinge apenas as dívidas sem garantias, que, segundo o próprio grupo, chegam a aproximadamente R$ 4,5 bilhões. Ficaram de fora as despesas correntes ou operacionais, de forma a preservar os pagamentos a trabalhadores, fornecedores, parceiros e clientes.

O acordo foi celebrado com os principais credores, titulares do equivalente a R$ 2,1 bi do valor total da negociação - percentual superior ao quórum mínimo legal de um terço dos créditos afetados. Em comunicado divulgado nesta manhã (10), a companhia afirma que o plano “cria um ambiente seguro e estável para a continuidade, por 90 dias, das negociações” que já vinham acontecendo.

“Neste período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”, informou o Pão de Açúcar.

O grupo destacou que o processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas, que deverão seguir funcionando normalmente.

“Assim, o plano representa um passo importante para o objetivo da administração de fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação”, diz o comunicado. "Em breve o grupo espera divulgar em seu site, mais informações sobre o processo de recuperação extrajudicial."

Na semana passada, o grupo já tinha informado que continuava negociando com parte de seus credores a repactuação de dívidas financeiras e de outras obrigações de curto prazo. O objetivo, segundo a companhia, é melhorar “o perfil de seu endividamento” e “reforçar a liquidez”, não envolvendo questões operacionais cotidianas.

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Aprosoja Brasil diz que escassez de diesel compromete andamento da safra de grãos

O alerta ocorre após relatos de cancelamento de entregas de combustível a produtores rurais no Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira

10/03/2026 07h51

Problema surge em meio ao período da colheita da soja e do arroz e do plantio do milho safrinha

Problema surge em meio ao período da colheita da soja e do arroz e do plantio do milho safrinha

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A Aprosoja Brasil manifestou preocupação com a interrupção no fornecimento de diesel a propriedades rurais em meio à colheita da soja e ao plantio do milho segunda safra. Em nota, a entidade afirmou que a situação ocorre em momento crítico do calendário agrícola e pode comprometer operações no campo, pressionar custos e afetar a logística de escoamento da produção.

O alerta ocorre após relatos de cancelamento de entregas de combustível a produtores rurais no Rio Grande do Sul desde a última sexta-feira (6). A Federação da Agricultura gaúcha (Farsul) e a Federação das Associações de Arrozeiros (Federarroz) já haviam denunciado o problema no fim de semana, em momento de forte demanda por diesel para o funcionamento de máquinas agrícolas e o transporte da produção.

No cenário de fundo, a escalada das tensões no Oriente Médio levou o preço do petróleo a superar os US$ 100 o barril e elevou a defasagem do diesel vendido pela Petrobras no mercado interno a um recorde de 85%.

Diante do temor de que a estatal não repasse os preços internacionais, agentes de mercado suspenderam importações, segundo a Associação Brasileira dos Importadores de Combustíveis (Abicom). Os estoques atuais garantem o abastecimento por cerca de 15 dias, de acordo com a entidade.

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) informou mais cedo que recebeu relatos de dificuldades pontuais de aquisição de diesel no Estado, mas afirmou que o Rio Grande do Sul possui estoques suficientes para o abastecimento regular.

"Não foram constatadas justificativas técnicas ou operacionais que expliquem uma eventual recusa no fornecimento do produto", disse a ANP, acrescentando que equipes técnicas estão realizando verificações e que distribuidoras serão notificadas a prestar esclarecimentos.

Para a Aprosoja Brasil, a restrição de oferta abre espaço para práticas abusivas. "A entidade alerta para o risco de oportunismo por parte de fornecedores que, diante da escassez, podem elevar preços de forma abusiva", afirmou a associação, destacando que esse movimento pressiona os custos de produção, encarece o transporte e pode resultar em inflação de alimentos.

A entidade também apontou a fragilidade estrutural do setor: apesar de o Brasil ser grande exportador de petróleo bruto, o mercado ainda depende de importações para suprir parte da demanda de diesel.

Diante do cenário, a Aprosoja Brasil defendeu a aceleração da agenda de biocombustíveis. "É urgente avançar no aumento da mistura de biodiesel, reduzindo a dependência externa, e ampliar o uso do etanol na matriz energética, inclusive no transporte de cargas e em máquinas agrícolas", afirmou.

A Aprosoja pediu ainda "ação imediata das autoridades para restabelecer o abastecimento, coibir práticas abusivas e fortalecer a segurança energética do agronegócio brasileiro".

 

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