Os investimentos previstos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) podem estar ameaçados este ano, mesmo em um ano eleitoral, pois o governo terá que fazer uma forte manobra para cumprir a meta do superávit primário, economia feita para o pagamento de juro da dívida, que em 2007 atingiu R$ 101,6 bilhões, 3,98% do Produto Interno Bruto (PIB).
A crise internacional poderá refletir na economia brasileira fazendo que o PIB não tenha um crescimento "tão brilhante" como no ano passado. E o aumento da arrecadação tributária dever ser insuficiente para compensar parte, ou R$ 10 bilhões, da arrecadação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF), barrada pelo Senado Federal, que poderia render aos cofres públicos cerca de R$ 40 bilhões em 2008.