Uma hora de reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, não foi suficiente para resolver o impasse do preenchimento dos principais cargos do setor elétrico e da Petrobras. Não foi confirmado nem o nome do ex-presidente da Eletronuclear Flávio Decat, favorito da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, que na noite de anteontem estava praticamente garantido na presidência da Eletrobrás.
Apesar da pressa do Governo em resolver as pendências com o PMDB no momento em que o Congresso se prepara para iniciar a CPI dos Cartões Corporativos, as resistências da ministra Dilma, de um lado, e a insistência do PMDB em determinados nomes, de outro, têm atrasado as definições. A discussão se arrasta desde 21 de janeiro, quando Lobão tomou posse no ministério.
Segundo a agência Estado, o mais provável, segundo fontes do Governo, é que o presidente Lula bata o martelo de todos os cargos de uma vez só para que sejam anunciados na próxima semana.