Estudos internos da área econômica do governo, obtidos com exclusividade pela Agência Brasil, indicam preocupação com a qualidade do balanço de pagamentos do país, apesar de reconhecer a existência de elevadas reservas internacionais. O que preocupa os economistas é a velocidade com que vem aumentando o déficit de contas correntes, que chegou a US$ 4,9 bilhões nos últimos 12 meses, na posição de fevereiro de 2008, embora isso não signifique, na visão dos técnicos, qualquer tipo de descontrole das contas externas.
Chamam também atenção a redução do superávit comercial - em função do maior crescimento das importações, impulsionadas pela atividade interna e pela taxa de câmbio; o aumento da remessa de lucros e dividendos das empresas estrangeiras ao exterior; além de um maior gasto com viagens internacionais, com transporte marítimo e aéreo, de mercadorias importadas e exportadas.
O déficit em conta corrente vem sendo amenizado pela conta de capital, destacando-se o elevado fluxo de investimentos estrangeiros diretos, que acumulou, até fevereiro, US$ 36,5 bilhões referentes aos 12 meses anteriores, e também pelos investimentos em carteira de US$ 57,9 bilhões, em títulos de renda fixa e em ações no mesmo período. (com informações da Agência Brasil)