Lidiane Kober
O governador André Puccinelli (PMDB) pediu para o senador Delcídio do Amaral (PT) não emperrar as negociações que podem resultar na união de rivais políticos na disputa pela sucessão da Prefeitura de Campo Grande. Delcídio nem cogitou atender ao pedido, não gostou da pressão do governador e ainda demonstrou irritação com a facção da legenda que insiste em manter tratativas paralelas com os peemedebistas. "Isso é coisa de gente folgada, que está louca para aderir ao projeto de reeleição do prefeito Nelsinho Trad (PMDB) e cair no colo do PMDB por esta ser a alternativa mais fácil".
Atualmente, só não estão do lado do PMDB o PT, PTB e PRB, que formaram um bloco de oposição contra a reeleição de Nelsinho Trad. "Eu pergunto: será que é bom para Campo Grande e para o Estado está idéia de formar uma espécie de partido único e lançar apenas uma candidatura?", questionou Delcídio.
Contudo, dentro do próprio PT, o pensamento é diferente. Na semana passada, o secretário-geral do diretório municipal, vereador Marcos Alex (PT), comandou reunião com partidos da coalizão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em que foi discutida a possibilidade de apoiar a reeleição de Nelsinho Trad. "Sou defensor desta tese: uma aliança com o Nelsinho para o bem de Campo Grande", disse Marcos Alex.