Terapeuta familiar, a paulistana Roberta Palermo já escreveu dois livros sobre a relação entre madrastas e enteados. Madrasta - Quando o homem de sua vida já tem filhos (Ed. Mercuryo), de 2002, fala sobre a experiência dela mesma, como madrasta e como enteada. "Eu tive uma madrasta má e com ela aprendi o que não deveria fazer. Ela tinha ciúme. Hoje eu entendo o que ela sentia, mas ela não soube lidar com isso".
Em 100% Madrasta (Ed. Integrare), ela fala da experiência de cinco anos no fórum que tem para discussões só com madrastas. "A minha experiência com meus enteados foi muito boa. O livro é a realidade, foca tudo o que pode acontecer", afirma ela, casada há 12 anos com Marcio Palermo, pai de Amanda, 13 anos, e Lucas, 17; de casamento anterior, e de Pedro, 6 anos, que teve com Roberta.
Roberta garante que a relação com os filhos do marido sempre foi tranqüila, mas o enteado no início "tinha mais angústias". "Ele passou pelo processo de separação dos pais. A minha enteada era muito nova, tinha só um ano", conta em entrevista publicada na edição de hoje do jornal carioca, O Dia .
Nessas horas, ela afirma que a madrasta tem que ser madura e não responder a provocações das crianças. Também deve criar um vínculo de afeto. O papel do pai, segundo ela, é fundamental. "Ele tem que impor regras, limites, ter rotina bem pautada, para a criança perceber que ali existe um lar organizado".