Brasília
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, deu na quarta-feira um passo para consolidar seu nome junto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como pré-candidata à sucessão, durante seu depoimento à Comissão de Infra-Estrutura do Senado. Apesar disso, Lula sabe que entre os partidos da base de apoio ao Planalto não arrefeceu a queixa de que a ministra ainda precisa aprender a fazer política.
Até agora, quando resolveu fazer política, Dilma ficou longe de ser uma unanimidade entre os aliados. No mês passado, acabou influindo nas articulações regionais para atrair partidos da base à candidatura da deputada petista Maria do Rosário para a Prefeitura de Porto Alegre. Só que nessas negociações ela ajudou a desmontar parte do arco de alianças que estava sendo formado pela deputada Manuela D?Ávila (PC do B), que também concorre ao cargo. A direção do PC do B não escondeu o aborrecimento pelo que considerou interferência indevida da ministra.
A base governista também torce o nariz para o jeito como a ministra encara os pleitos de aliados, a começar pelas indicações para cargos e na liberação de recursos. No PMDB, principal aliado do PT no Congresso, essas arestas são fortes. Os principais dirigentes do partido não esquecem as dificuldades impostas por Dilma às indicações peemedebistas para cargos no setor elétrico.