Maria Matheus
Depois de ser derrotado pelo deputado estadual Pedro Teruel nas prévias do PT, no domingo (18), Mariano Cabreira confirmou ontem que desistiu de disputar internamente a candidatura para prefeito de Campo Grande em troca do reconhecimento, pelo partido, de que o encontro não atingiu o quorum mínimo de 15% dos filiados necessário para homologar a candidatura de Teruel. A homologação foi adiada para o dia 1º de junho, no encontro de delegados petistas. Como a confirmação pelos 529 delegados é dada como certa, o partido está agora em busca de alianças.
Mariano também retirou as ações que ingressou contra as prévias e reconheceu que Teruel arregimentou as principais lideranças todas as forças partidárias. "Pode contar com a pouca força que me restou para te apoiar na campanha", disse, dirigindo-se ao parlamentar. Mariano ressalvou que a participação dele na campanha depende agora de Teruel e de sua equipe. "Quem ganha tem que ter o gesto de inclusão (...)".
Para demonstrar a unidade do partido, Teruel defendeu os correlegionários que tentaram fazer aliança com o PMDB na Capital, argumentando que estavam em busca de alternativas. "Referendo todas as conversações que teve com PDT, com PMDB, com PTB, com PRB na busca de alguma alternativa para ser analisada pelo partido (...), para ver qual a possibilidade com essas legendas. E todos chegaram a conclusão que nenhuma das outras alternativas seria melhor do que a candidatura própria", declarou.
Teruel incitou a militância a dar a revanche no PMDB, doze anos depois da vitória de André Puccinelli (PMDB) sobre José Orcírio dos Santos, por 411 votos. "Temos uma dívida com a militância do PT em Campo Grande, e essa dívida, eu tenho certeza que agora, juntos poderemos pagar. Levar o PT para a prefeitura que o Zeca ganhou em 1996 e roubaram de nós".