A disparada dos preços do petróleo, um dos principais insumos da economia global, derrubou as Bolsas de Valores, da Europa ao continente americano. Operadores destacaram que as ações da Petrobras, sensíveis à oscilação do petróleo, restringiram as perdas da Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que já acumula decréscimo de 3,87% neste mês.
Para piorar o quadro, o mercado recebeu uma bateria de números decepcionantes sobre a economia americana: a taxa de desemprego teve sua maior aceleração em mais de 20 anos, eo setor atacadista frustrou expectativas. O contexto já não estava favorável: o presidente do banco central americano, Ben Bernanke, sinalizou nesta semana que deve parar de reduzir os juros básicos.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, perdeu 2%, a segunda pior baixa nos últimos 30 dias, indo para os 69.785 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,86 bilhões. Alvo de 25% dos negócios da Bovespa, a ação preferencial da Petrobras encerrou o pregão com leve alta de 0,06%, para R$ 47,59, em um das poucas exceções numa sessão de queda generalizada. As piores baixas - no rol de ações do Ibovespa-- foram vistas para as ações da JBS (queda de 7,2%); B2W (retração de 5,3%) e All American (perda de 5,2%).
(Com Informações da Folha Online)