A máfia das carteiras de habilitação fazia serviços até mesmo para integrantes da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). É o que mostra uma das interceptações telefônicas feitas pelos promotores do Grupo de Atuação Especial e Repressão ao Crime Organizado (Gaerco), do Ministério Público Estadual. Segundo a escuta, realizada às 9h31 de 25 de março deste ano, a quadrilha de falsificadores havia recebido a encomenda de uma carteira de habilitação de um homem ligado ao crime organizado.
Na conversa, um homem que se identificou como 'Dênis, sócio do Benê' fala com Paulo Luís da Silva, o Mongol, funcionário da Ciretran de Ferraz de Vasconcelos e um dos presos na Operação Carta Branca. Dênis cobrou a entrega da carteira de habilitação de um cliente que ele identificou como André Ferreira dos Reis. "O cara é do PCC lá e eu estou passando o maior perreio com ele aí", afirmou. "Eu sei quem é", responde Mongol.
Com informações do Estadão