Como fizeram 46 anos atrás, João Gilberto e Sérgio Mendes transformaram no fim de semana o Carnegie Hall, em Nova York, num grande templo de música popular brasileira. Em novembro de 1962, naquela mesma casa - e, então, com Tom Jobim, Carlos Lyra, Luiz Bonfá, o conjunto de Oscar Castro Neves, Agostinho dos Santos, o violonista Bola Sete, Carmen Costa e mais uma dezena de artistas -, eles participaram de um show histórico que lançou a bossa nova nos Estados Unidos. Desta vez, como nomes consagrados internacionalmente há quase meio século, eles participaram do 250 JVC Jazz Festival.
No sábado, a batucada multinacional de Sérgio Mendes embalou a casa com o show Nouveau Bossa, uma jornada desde os seus primeiros sucessos internacionais, na década de 60, até a investida que ele deu no hip-hop com seus dois últimos discos - o mais recente, Enchantment (Encanto), lançado nos EUA há duas semanas. No domingo, o show de João Gilberto foi o primeiro dos oito que ele deve fazer este ano comemorando os 50 anos da bossa nova. A data é marcada pela gravação que João fez de Chega de Saudade e Brigas Nunca Mais, em 1958, num disco 78rpm que é o divisor da história da MPB.
Com informações da Agência Estado