A Justiça evita mandar para a cadeia os condenados por pequenos delitos, crimes menos graves, praticados sem violência e que teriam penas de, no máximo, quatro anos de detenção. É uma das maneiras de tentar controlar a superlotação no sistema carcerário. E, pela primeira vez no Brasil, as penas alternativas superaram as prisões.
A pena alternativa foi criada há mais de 20 anos. Hoje, são quase 500 mil pessoas prestando serviços comunitários, pagando multas ou cestas básicas para acertar as contas com a Justiça.
O número poderia ser ainda maior. Dos 439 mil presos, 130 mil teriam direito a penas alternativas. Mas cada caso precisa ser analisado pela Justiça. Os criminosos reincidentes, por exemplo, têm que continuar na cadeia.
Entre os presos, o índice de reincidência chega a 85% em alguns estados. Já entre quem cumpre pena alternativa, esta porcentagem é de 5% em média. Em alguns países da Europa, 70% dos criminosos recebem penas alternativas.
Com informações do site G1