Depois de 65 dias detido no presídio de Bataguassu, respondendo a dois crimes ambientais (um com pena prescrita e outro, sendo questionado na Justiça por "erros" na condenação), o sitiante Alvino Pedro Leite, de 79 anos, que teve o pedido de Habeas Corpus (HC) negado duas vezes pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJ/MS), foi liberado hoje, às 13h, por determinação do Superior Tribunal de Justiça (STJ). O ministro Cesar Asfor Rocha, no exercício da presidência do órgão, considerou a prisão do idoso "ilegal" e deferiu a liminar, impetrada pela Defensoria Pública do Mato Grosso do Sul com apoio da Ordem dos Advogados do Brasil seccional em Mato Grosso do Sul (OAB/MS), e ordenou a soltura com urgência do sitiante.
Assim, por volta das 14h de hoje, acompanhado do filho Alcemir Marcelino Leite, de 45 anos, o aposentado retornou ao lar, no Sítio Irmãos Leite, em Brasilândia, segundo a nora Simone Aparecida Pedroso, de 20 anos, "cansado". "Ele nem comeu e está dormindo. O que eu posso dizer é que ele está muito feliz e nós ficamos aliviados", comentou.