O gelo do Ártico não deve repetir neste ano o encolhimento recorde de 2007, mas novas pesquisas sugerem que está ocorrendo uma perda lenta e gradual. Os dados de 2007 sugeriam que o Pólo Norte poderia pela primeira vez ficar sem gelo neste verão, o que seria letal para ursos polares, mas por outro lado seria útil para empresas de navegação e exploração de gás e petróleo.
Atualmente, o gelo do Ártico está cerca de 1 milhão de quilômetros quadrados maior do que no final de julho de 2007, mas bem abaixo da média das últimas décadas. Em maio, o Centro Ambiental Nansen de Sensoreamento Remoto considerava possível que o Ártico ficasse sem gelo neste verão.
Um estudo mostra que nas últimas décadas há uma coincidência de 90% entre o aumento das emissões dos gases do efeito estufa, especialmente pela queima de combustíveis fósseis, e o recuo do gelo polar. Se essa correlação se mantiver, até 2050 a extensão média do gelo será vários milhões de quilômetros menor do que previsto pelo Painel Climático da ONU.
Com informações do Terra