Da redação
Mais crianças de 4 e 5 anos estão na escola. O percentual de alunos matriculados nessa faixa de ensino ? a chamada pré-escola ? subiu 2,5% em todo o país, passando de 67,6% para 70,1% entre 2006 e 2007. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) 2007, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Para o presidente executivo do movimento Todos Pela Educação, Mozart Neves, o crescimento representa um avanço importante.
?É um aumento expressivo, considerando que foi em um curto período de tempo. Mas ainda está aquém do que devemos chegar?, pondera. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), a educação infantil não é obrigatória como o ensino fundamental e o médio, mas é um direito público que cabe a cada município atender. Ela divide-se em creche ? para crianças de até 3 anos ? e em pré-escola, que abrange a faixa etária de 4 e 5 anos.
O acesso a essa etapa de ensino é considerado pelos educadores um fator determinante para o futuro sucesso escolar do aluno. ?É fundamental para o processo de alfabetização e também para ampliar as chances de conclusão do ensino médio. Temos dados do Inep [Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais] que mostram que a criança que entrou mais cedo na escola, aos 4 anos de idade, tem 38% mais chances de concluir o ensino médio do que aquelas que entraram mais tarde, aos 6 anos?, explica Mozart.
O secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação, André Lázaro, defende que o mérito é da gestão educacional das próprias cidades. ?Os municípios estão fazendo o dever de casa, botando criança na escola. É muito importante que a gente reconheça isso. Talvez o futuro da nossa educação esteja sendo decidido aí?, avalia. Na modalidade creche, o atendimento também cresceu, mas ainda é pequeno: passou de 13%, em 2006, para 17%, em 2007. (informações da Radiobrás)