Criado em pasto sem agrotóxico e sem adubação química, o boi orgânico pode ser uma das grandes oportunidades para Mato Grosso do Sul no mercado internacional. A carne, que tem maior competitividade, menor custo de produção e é mais saudável do que a do "bovino tradicional", é muito consumida na União Européia, Estados Unidos e Japão.
Hoje algumas propriedades rurais do Estado já criam e engordam o animal em sistemas agroecológicos. Mas para entrar com força no mercado orgânico, precisam comprovar que atendem às normas e exigências dos órgãos certificadores. Capacitar para esta adequação é a principal proposta do projeto "Apoio à Certificação da Pecuária Orgânica no Pantanal", que o Sebrae e a Associação Brasileira de Pecuária Orgânica (ABPO) lançam no dia 11 de novembro, às 7h30, na Capital.
Participam do projeto 16 fazendas pantaneiras, que juntas ocupam 87 mil hectares de terras e somam mais de 38 mil cabeças de gado. Destas, nove tiveram certificação no passado. Com o projeto, a expectativa é que no primeiro ano todas estejam com o selo e até 2010 haja um aumento de 20% no rebanho de gado certificado e o Estado consiga a inserção no mercado norte-americano.