Vânia Santos
Depois de integrar uma lista com 100 mil nomes e esperar durante mais de cinco anos para ser beneficiada pela Emha e finalmente realizar o sonho da casa própria, a diarista Neiva Alves Fardin, 43 anos, viveu um pesadelo por quase um mês antes de conseguir se mudar. Dia 31 de outubro ela recebeu a chave da casa, no loteamento Leon Denizart Conte, Bairro Jardim Noroeste, mas só pôde ocupar a residência no dia 27 de novembro porque outra mulher invadiu o imóvel, a qual só saiu mediante ação da polícia. A diarista é somente uma das 402 vítimas dos últimos quatro anos na Capital, onde 5% das 8.054 casas construídas pela Emha foram tomadas por invasores. Por outro lado, 15% delas acabaram retomadas porque os contemplados demoraram a ocupá-las.