As dificuldades para pagar as contas em dia devem ser maiores para as classes C, D e E no próximo ano, na opinião do economista e professor da Universidade de Brasília Roberto Piscitelli. Essa expectativa pode se configurar, com maior intensidade, no primeiro trimestre de 2009, por conta da crise financeira internacional, que no Brasil tem gerado efeitos como redução do crédito e previsão de desaquecimento da atividade econômica, com aumento da taxa de desemprego.
"Os efeitos da crise não poupam sequer outras classes. Para as classes C, D e E as dificuldades serão maiores. É natural que isso ocorra porque muita gente vinha rolando dívida ou substituindo por outras", explicou. Agora, segundo Piscitelli, com a perda de confiança das instituições financeiras, renovar crédito ou fazer novos financiamentos fica mais difícil, umas vez que as exigências tornaram-se maiores. Ele acrescentou que nas classes mais baixas "as pessoas podem não ter tantas garantias para oferecer".