Israel mantém nesta terça-feira (6) a proibição aos jornalistas estrangeiros de entrar na Faixa de Gaza, apesar da recente decisão da Suprema Corte contra esta decisão. A FPA (Associação da Imprensa Estrangeira) denunciou a proibição. Um porta-voz oficial respondeu que Israel não deseja colocar em risco a vida de seus soldados para proteger os jornalistas.
A Suprema Corte divulgou recentemente um veredicto que ordena ao governo autorizar a entrada de oito correspondentes estrangeiros na Faixa de Gaza. No entanto, nenhum deles recebeu até agora a autorização de entrar no território, cenário desde sábado de uma ofensiva terrestre israelense.
A ofensiva reforçou uma campanha de bombardeios iniciada em 27 de dezembro com o objetivo declarado de acabar com os disparos de foguetes do grupo radical Hamas, que controla Gaza. Mais de 580 palestinos morreram desde o início da guerra.
A FPA critica em um comunicado a "proibição sem precedente" que constitui, na opinião da associação, "uma grave violação da liberdade de imprensa e coloca Israel ao lado de alguns regimes que impedem com freqüência os jornalistas de fazer seu trabalho".