Maria Matheus
Passados mais de três meses das eleições, muitos candidatos não retiraram propaganda de muros e deixaram a cidade suja. A legislação eleitoral estabelece prazo de 30 dias após o pleito para que os candidatos, os partidos políticos e as coligações removam as propagandas, independentemente de estarem em espaços públicos ou privados. Além disso, o Código de Postura do Município diz que a divulgação - mesmo em propriedades particulares - depende de licença do órgão municipal e está sujeita ao pagamento de taxa. O poder público, no entanto, faz vistas grossas e a Justiça Eleitoral diz que a lei não se refere a pinturas em muros de propriedades privadas.
A poluição visual causada pela publicidade de candidatos está mais visível nos bairros de Campo Grande, mas também pode ser encontrada no centro. Na Travessa Safari, esquina com a Rua João Pedro de Souza, por exemplo, permanece a pintura em muro do vereador Venderlei Cabeludo (PMDB). O vereador Paulo Siufi (PMDB), presidente da Câmara Municipal, também não retirou propaganda feita na Rua José Antônio, quase esquina com a Joaquim Murtinho.
Nos bairros, a concentração de propaganda eleitoral é maior. Em uma rápida passagem nas redondezas dos bairros Estrela do Sul e Jardim Imperial, a reportagem encontrou publicidade dos candidatos Robson Martins (PMDB), Ibanez (PR), Ilizandro (PV), Zé Carlos Teixeira (DEM), Acumulou (PT do B) e Doutor Loester (PDT).