Lívia Ferreira
Se persistir até o mês de março, a crise poderá provocar "quebradeira" nas prefeituras de Mato Grosso do Sul, interromper investimentos e gerar novos cortes. A previsão foi feita hoje pelo presidente da Associação dos Municípios de Mato Grosso do Sul (Assomasul), prefeito de Terenos, Beto Pereira (PMDB). "Vai haver corte de investimentos, sim. E grande. Se você chegar para mim e falar assim: no final de março acaba a crise, aí tudo bem. Mas o que está acontecendo é o seguinte: que dia acaba? Quando acaba?", disse Beto, após assembléia-geral realizada com os prefeitos do Estado para debater os efeitos da crise e o reajuste no valor pago pelo transporte escolar.
Por conta da crise, São Gabriel do Oeste, por exemplo, município localizado a 140 Km de Campo Grande e com um dos melhores Índices de Desenvolvimento Humano do Estado (IDH), fechou o mês de janeiro com queda de 7,87% (R$ 133 mil) no repasse do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), se comparado ao mesmo período de 2008.