Neiba Ota
A Defensoria Pública do Estado que atende crianças e adolescentes - os menores infratores- apontou o aumento de 60% da criminalidade infanto-juvenil na Capital durante os últimos três anos. No início de 2006, conforme o defensor Eugênio Luiz Dameão, eram 1,5 mil processos e, no fim do ano passado, o número chegou a 2,4 mil. Segundo ele, a maioria dos casos são de reincidentes viciados em drogas. Entretanto, o Estado não oferece tratamento adequado em regime de internação para todos os dependentes químicos, abrigados nas Unidades Educacionais de Internação (Uneis).
Nos últimos seis meses, o defensor observou o comportamento dos menores infratores. Segundo ele, de 12 internos, oito foram apreendidos por uso de drogas e a incidência por esse motivo é maior em meninas.