A retração de 3,6% do Produto Produto Interno Bruto (PIB) no quarto trimestre de 2008 aumentou a pressão pela derrubada da taxa básica dos juros (Selic). O clamor inclui até alguns economistas tidos como conservadores, como o ex-presidente do Banco Central (BC) Affonso Celso Pastore. Muitos defendem cortes de 1 a 2 pontos porcentuais na Selic - que hoje está em 12,75% - na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que termina hoje. "Como a atividade está fraca, o BC deveria cortar os juros em 2 pontos porcentuais. Mas isso não deve ocorrer porque o BC diria que tal medida é politicamente incorreta. Mas, se o Copom diminuir a Selic em 1,5 ponto porcentual, mando rezar uma missa ecumênica", disse o ex-ministro da Fazenda Delfim Netto. Na avaliação dele, a retração do PIB mostra que os efeitos da crise mundial são "piores do que se imaginava".
Com informações do Estadão