Desde outubro, quando a crise global começou a afetar mais seriamente o mercado brasileiro, as montadoras e as fabricantes de autopeças demitiram 36,5 mil trabalhadores. Só a indústria de componentes eliminou 28,7 mil postos, enquanto as montadoras cortaram 7,8 mil vagas. Os dois segmentos foram beneficiados com medidas de apoio pelo governo federal. As demissões foram estancadas nas autopeças em fevereiro e março porque muitas delas fizeram acordos de redução de jornada e salários. Vários desses acertos vencem em abril. Segundo o presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), Paulo Butori, as empresas que fornecem componentes para a produção de caminhões e ônibus devem prorrogar esses acordos, pois o segmento não tem apresentado reação.
Com informações do Estadão