Lidiane Kober, com informações da Agência Estado
Citado na decisão judicial que deflagrou a Operação Castelo de Areia, Guilherme Cunha Costa é um conhecido aspirante a socialite de Brasília, com trânsito fácil no Congresso, e apontado como uma espécie de relações públicas de Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). O "menino da Fiesp", como é chamado nas escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal, deixou a Federação em 2007 e hoje trabalha como lobista na Camargo Corrêa.
Na empreiteira, Guilherme manteve o papel de relações públicas junto aos deputados e senadores. Transita livremente pelo Congresso e dedica especial atenção aos integrantes da poderosa Comissão de Orçamento, onde são destinados os recursos para as grandes obras do Governo federal. Geralmente, Guilherme agenda compromissos entre diretores da construtora e parlamentares e, segundo políticos, ainda faz a ponte entre deputados, senadores e Paulo Skaf.