Brasília
Protegido por um habeas corpus que lhe garantia o direito de ficar calado para não se autoincriminar, o delegado da Polícia Federal (PF) Protógenes Queiroz se recusou a responder a maioria das perguntas, em seu segundo depoimento à CPI dos Grampos, na Câmara. "Excelentíssimo senhor presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, deputado federal Marcelo Itagiba (PMDB-RJ), cujo objeto jurídico é a interceptação telefônica clandestina de dados, eu me abstenho de responder à pergunta", repetiu dezenas de vezes. O ex-chefe da Operação Satiagraha, que resultou na prisão temporária do banqueiro Daniel Dantas, negou que a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, pré-candidata do PT à sucessão de Lula, esteve entre as autoridades bisbilhotadas. Foi categórico também ao negar que o filho do presidente, Fábio Luiz, o Lulinha, tenha sido investigado na operação chefiada por ele. "Não existe um mínimo de fragmento contra o filho do presidente Lula", assegurou.