Os líderes dos manifestantes que pediam a queda do Governo da Tailândia foram obrigados hoje pelo Exército e pela Polícia a encerrar os protestos, após dois dias de violência que deixaram dois mortos e 123 feridos.
A desmobilização dos protestos contra o Governo do primeiro-ministro tailandês, Abhisit Vejjajiva, foi anunciada por seus chefes depois que as tropas cercaram as cerca de 2 mil pessoas que permaneciam no interior do último acampamento rebelde, na entrada do palácio governamental, em Bangcoc.
Antes disso, diversos líderes dos "camisas vermelhas" -chamados assim pela cor das roupas que vestem- reuniram-se nas proximidades do Palácio de Governo com o chefe da Polícia nacional, o general Phatcharawat Wongsuwan, para traçar o plano de retirada, conforme a Agência Efe presenciou no local.
Muitos manifestantes, abatidos e em silêncio, abandonaram o local no qual se entrincheiraram durante quase três semanas, levando bandeiras, fotografias de seu líder máximo, o ex-primeiro-ministro deposto Thaksin Shinawatra, e móveis e utensílios pessoais, inclusive geladeiras portáteis e fogareiros.
Com informações do G1